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21/11/2014

DIÁRIO DE UM POSTULANTE – CURSINHO ONLINE OU PRESENCIAL?

O  texto de hoje tem cara de semana de provas, de fim de semestre, de “ai meu Deus, to sem tempo”, ou seja será breve.

Falarei sobre uma dúvida que invade o coração de vários estudantes: Cursinho Online ou Presencial?

Fiz mentalmente uma lista imensa de pós e contras de cada um e cheguei à conclusão que eu funciono melhor com o presencial.

No Exame passado optei pelo online, mas meu tempo livre se resumia aos finais de semana e madrugadas. Sim, não deu certo. Não dei conta de assistir todas as aulas.

Dessa vez, como será em dezembro, terei tempo livre.

Pensei: ah, o online é mais barato e posso assistir as aulas até na fila do banco.

coluna

a.h.a.m

Senta lá, Cláudia.

Fato é...

o presencial te obriga a estar ali, com a concentração voltada só para o iluminado do professor.

Estudar sozinho exige disciplina, muita disciplina.

Você teria que enfrentar várias tentações como:

-amigos e familiares te chamando pra falar/fazer alguma coisa.

-fome,fome e fome.

-ah, eu mereço dormir só 15 minutinhos. Daí dorme 15 horas seguidas.

-facebook, whatsapp, etc.

-namorado/ficante/gato/cachorro pedindo denguinho.

-você pedindo denguinho pra namorado/ficante/gato/cachorro/vizinho que não dá oi.

-novela/filme/séries.

E a lista não tem fim.

Não estou fazendo propaganda de cursinho presencial, mesmo porque a maioria dos cursinhos tem as duas opções.

Só quero alertá-los que se você se identifica comigo, cuidado! Talvez o online seja uma furada.

As distrações são como um buraco negro que irá te sugar e te jogar pra outra dimensão que não a da Ordem.

Bora estudar, moçadinha!

Que os jogos comecem!

Sexta tem mais! ;)

Assinatura Ana Paula

DIÁRIO DE UM CONCURSEIRO – DICAS PARA UM ORAL BEM FEITO

Salve, salve, meus queridos! Finalmente, hoje vamos falar de coisa boa (e dessa vez não estou falando da nova TekPix)! Vamos falar de oral! E, caso vocês estejam discordando de mim, dizendo que exame oral não tem nada de bom, só lamento pela sua péssima experiência, já que provavelmente você deve ter escorregado por não saber fazer um oral bem feito! Mas não se desespere! Ainda há salvação! Eu também não sabia...  então fui atrás de quem pudesse me ensinar... e é isso que divido com vocês na coluna de hoje.

Pra quem não sabe, eu moro aqui onde estão querendo passar um muro pra isolar do resto do Brasil: Nordeste! Abrindo um rápido parêntese, se você é a favor do muro, já lhe digo que não vai funcionar: a gente trepa e pula. Simples assim. Pois bem, voltando ao Nordeste, eu vou fazer um exame oral. Eu estou plenamente consciente de que não estudei o suficiente e vou me arrebentar na prova. Até aí, nenhuma novidade. Mas sempre ouvi dizer que exame oral não é só conteúdo, é PRINCIPALMENTE postura. Quanto a isso, minha postura é bem pior do que a minha falta de conteúdo. Mas pelo menos eu falo pra cacete muito, então imaginei que já seria meio caminho andado.

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Entrei em contato com um cursinho específico bam bam bam, recrutei mais alguns sofredores espalhados pelo Brasil afora, formamos uma turma e desembestamos para São Paulo. Vou confessar que eu não conhecia São Paulo, então, na minha primeira visita, qual a única coisa que eu jamais poderia deixar de fazer? O curso? NÃO. Conhecer a 25 de Março, claro! Matei minha secura de andar de metrô e aproveitei para comprar um monte de bugiganga pirata uma capa de aipede que um amigo tinha me pedido.

Tudo isso fazia parte da minha preparação psicológica para começar a treinar o meu oral. Chamo de técnicas de relaxamento (e quem é entendido do assunto vai concordar comigo que se o sujeito estiver tenso, o desempenho vai cair. É inevitável).

No dia seguinte, o curso me recebeu com um exame oral simulado. Sim. De supetão. Sem me pagar nem uma pizza antes. Mas eu não tinha noção do que era essa simulação sou uma pessoa emocionalmente equilibrada e estava tranquila. Confiante até, eu diria. Como não tenho maiores dificuldades para falar em público, estava sossegada. Achava que fazer oral era só chegar lá e abrir a boca, sem maiores dificuldades... Ledo engano!

Ainda bem que eu nunca disse pra ninguém que entendia do babado, senão a minha vergonha seria ainda maior! Existe todo um processo que eu desconhecia. Pra começar, cheguei parecendo um cowboy (meu amigo, se você gosta de fantasias, essa é a pior hora para isso), sentei com a leveza de uma pisada de mamute, me portei com a elegância de um rinoceronte manco, dei uma chega pra lá proposital no Vade Mecum, fiz perguntas para a banca (eu sei. Era para ser ao contrário) e, como era de se esperar, levei uns bons foras dos examinadores. Mas achei que tinha ido bem. Só percebi meus tropeços porque eles me filmaram e depois passaram isso na minha cara.

Ainda bem que filmaram, porque é o tipo de coisa que eu só acreditaria vendo. Agora eu até entendi porque não arrumo um namorado. Quem sabe se os Neanderthais ainda existissem eu faria bastante sucesso entre eles.

A verdade é que eu precisava desse curso (só não sabia o quanto). Ainda não virei uma lady (e esse nem era o objetivo), mas aprendi bastante coisa. Bom, não vou contar tudo porque eu paguei caro por essas informações, então eu não vou dar de graça pra vocês. porque não temos espaço aqui, mas vamos ao essencial:

Primeiro, você precisa ter classe. Tem que entrar suavemente e sentar com elegância. Mas não só. Precisa ter firmeza nas palavras. Nada de achismos. Erre! Mas erre com certeza! Segundo, cumprimente a banca e se cale. O examinador é quem tem o controle da situação. Só abra a boca quando a banca lhe perguntar alguma coisa. Terceiro, por mais que você esteja empolgado, se o examinador lhe cortar, PARE IMEDIATAMENTE. Engula o que ia dizer e fique na sua. Não seja deselegante. Quarto, nada de latim, inglês ou espanhol. Responda apenas em português, faça bom uso do vernáculo, e, para isso, saber usar corretamente a Língua é essencial. Quinto, cuidado com as mãos! São elas que fazem todo o diferencial durante o oral! Nada de mãos imóveis... mas também não vá agitá-las demais, senão você acaba desconcentrando o examinador. Por fim, depois que você terminar o serviço a contento e o examinador se disser satisfeito, levante-se e suma! Não interessa se você achou que se ferrou e quer passar mais duas horas tagarelando tentando ganhar mais pontos. Quem tem que ficar satisfeito é o examinador, e não você!

Agora que vocês já sabem que os segredos de um bom oral são postura, suavidade, firmeza, mãos treinadas e língua afiada, vamos em frente e línguas à obra!

assinaturajuliete

ADVOGADO GRAVA VÍDEO E DIZ: ADVOGAR PARA O CRIME COMPENSA

Um vídeo gravado por um advogado e professor universitário de Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais do Paraná, se espalhou pela internet e tem revoltado moradores da cidade, além de profissionais da classe. Na gravação, Leandro Ferreira do Amaral mostra cerca de R$ 5,5 mil em dinheiro - entre notas de R$ 100 e R$ 50 - e declara que "o crime não compensa, mas advogar para o crime compensa".

Após a repercussão do vídeo, o advogado se defende. "É fruto do meu trabalho", afirma ele sobre as cédulas que aparecem nas imagens. De acordo com Amaral, a quantia veio de honorários de uma causa criminal, não especificada. "O crime não compensa, mas advogar para o crime compensa. O que eu quis dizer com a frase é que advogar para o crime compensa, advogar para o banco compensa, advogar para o trabalhador compensa porque são ações que você vê um retorno significativo na esfera da advocacia", explica.

Amaral nega que o vídeo tenha sido uma espécie de apologia ao crime. "Eu nunca tive a intenção de tornar o vídeo público. Eu fiz para postar em um grupo de amigos, fechado, na internet. Infelizmente, a gravação foi passada para frente", lamenta. Ele garante que as pessoas que compartilharam o vídeo serão punidas.

ostentação

O advogado diz ainda que, depois do vídeo, não se envergonha dos seus alunos. "A gravação é uma maneira de incentivá-los a trabalhar honestamente. Que sirva como um exemplo positivo para eles", afirma. Para Amaral, se o vídeo fosse feito para ser divulgado, e não para um grupo de amigos, as pessoas teriam recebido a mensagem de outra forma, positiva talvez.

OAB investiga
"Assim que soubemos do vídeo, instauramos um processo administrativo para verificar se houve violação do Código de Ética e Disciplina da Ordem dos Advogados (OAB). O processo já foi autuado e foi expedida uma notificação para que ele apresente uma justificativa dentro de 15 dias. Depois, será nomeado um relator do processo e o advogado deve apresentar sua defesa. Por fim, ele será julgado pelo Conselho de Ética”, explicou ao G1 o presidente da OAB – Subseção Ponta Grossa, Edmilson Schiebelbein.

Ainda de acordo Schiebelbein, o advogado pode ter violado o artigo 33 do Código de Ética de disciplina, que diz que o “o advogado deve abster-se de abordar tema de modo a comprometer a dignidade da profissão e da instituição que o congrega”.

Fonte e link para o vídeo: G1

PAI QUE PERDEU A GUARDA DO FILHO SE VESTE DE MULHER “PRA VER SE A JUSTIÇA ME ENXERGA”, DIZ.

A justiça está acostumada com pais fujões ou com aqueles que não pagam pensão. Mas não entende homens como o cineasta Pedro Diniz, 54 anos. Ele criou o filho, Lucas, desde que o menino nasceu, em 2005. A mãe nunca quis saber do garoto, mas tinha liberdade total para vê-lo – o que quase nunca fazia, segundo o pai. Pedro, que também cuidou dos quatro filhos do primeiro casamento após a separação, organizou-se para ser o melhor pai que Lucas podia ter. Trocou a vida de microempresário pela de professor universitário para poder se dedicar ao caçula: “Fiz isso porque precisava ter tempo para meu filho”, lembra. E foi assim até quando o menino completou 7 anos e a mãe decidiu então que queria ficar com Lucas. “Quando ela casou com um empresário, veio me oferecer um apartamento em troca da guarda dele”, conta. Pedro não aceitou a “proposta” e foi ameaçado: “Ela mandou que eu me preparasse, porque ia entrar na justiça”. E assim foi. A mãe de Lucas não estava mais em Goiânia, onde o menino nasceu, e sim em Vitória, no Espirito Santo. Pedro e o filho nunca saíram da capital de Goiás. “Lucas nunca tinha morado com a mãe. Em Goiânia tinha a escola, os irmãos e os amigos que o conheciam desde bebê. Mas a justiça nem me ouviu: deu a guarda para ela”, lembra.

Pedro recorreu, mas antes de ser ouvido pela justiça a mãe de Lucas apareceu de surpresa para visitar o filho. O menino estava na rua brincando com o pai e alguns amigos. Em um momento de distração, ela levou o menino com a ajuda do atual marido: “Foi uma daquelas cenas de cinema. Eu entrei em casa por um instante e ela arrastou meu filho para dentro de um carro que saiu em alta velocidade”, lembra, com a voz embargada. A vizinhança gritou, o pai se desesperou. Fez boletim de ocorrência e, ao procurar a justiça, teve dificuldade que entendessem que ele e o filho tinham sido vítimas de violência e de alienação parental: “Eu ouvia sempre que se o menino estava com a mãe, então estava tudo bem!”. Ficou nove meses sem notícias de Lucas.

Pedro-Diniz

Em um de seus momentos de desespero e durante esse período, fez um vídeo e postou no You Tube. Nele, sua voz grave e decidida contava a Lucas tudo o que estava passando, mesmo sem saber se o menino algum dia iria assistir à sua declaração de amor: “A essa altura de quase 9 meses sem vê-lo, vários são os momentos que têm me feito lembrar de seus sete anos de vida ao meu lado”, dizia.  O vídeo está sendo sempre reeditado e atualizado e hoje, dezoito meses depois do menino ser levado pela mãe, conseguimos ver como Pedro ainda luta para reencontrar o filho. Durante sua investigação solitária, embarcou de ônibus para a capital paulista. Assistimos ao pai na estrada e depois pegando trem, metrô e passando seis horas na frente do prédio onde o menino morava com a mãe e o padrasto. Ele interfonou. Telefonou. Não foi atendido e no final do dia embarcou de volta a Goiânia. Pergunto quantas viagens já fez em busca de Lucas, que ele já sabe que não está mais em São Paulo. “Perdi a conta”, diz, pensativo. Está na estaca zero de novo. Nos últimos dezoito meses, Pedro conseguiu ver o filho por apenas 18 minutos, em uma das audiências que a justiça marcou. Neste período, apenas um dos seus milhares de telefonemas foi atendido. “Falei por telefone com o Lucas por oito minutos. E só.” O direito de passar as férias com o filho nunca foi respeitado e a justiça, mesmo sendo avisada disso, nada fez, segundo ele.

Pedro e Lucas juntos: foto foi tirada nos 18 minutos em que passaram juntos nos últimos 18 meses

Pedro e Lucas juntos: foto foi tirada nos 18 minutos em que passaram juntos nos últimos 18 meses

Esse pai é apenas mais uma vítima de alienação parental, violência silenciosa praticada na maioria das vezes pelas mães que tentam afastar os filhos dos pais, geralmente depois da separação do casal. Pedro Diniz acredita que a justiça não dá valor para os pais responsáveis. “Os homens de terno não entendem o amor que os pais podem ter pelos seus filhos. Mas eles não são eternos. O tempo os mostrará que os homens de hoje sabem cuidar dos seus filhos. Aprenderam com as mulheres”, filosofa no vídeo. Pelo telefone fala comigo, agora indignado. “O sistema está todo errado. Eu vou bater nessa tecla enquanto eu respirar”.

Estamos em novembro de 2014.  A cada nova pista, Pedro embarca em busca do filho. Mas agora, entre uma viagem e outra, vai também a Brasília pressionar pela aprovação do projeto de lei que determina que toda a guarda seja compartilhada entre pai e mãe, com direitos e deveres iguais. O PLC 117/13 tramita há dez anos no Congresso Nacional, mas ainda não tem data para ir à votação. “Enquanto ele não é aprovado todas as decisões da justiça favorecem a mãe. Ninguém enxerga o pai”, desabafa. E por isso Pedro abriu uma página no Facebook chamada Novo Homem,  para discutir alienação parental e guarda compartilhada. No alto da página está uma foto de Pedro com sua barba e cabelos grisalhos, mas também com brincos bem femininos e anéis. “Por que decidiu se mostrar ao mundo assim?”, perguntei. “Pra ver se vestido de mulher a justiça me enxerga”, desafia.

Fonte: Estadão

20/11/2014

MULHER DECIDE ABANDONAR O DIREITO PARA VIRAR RING GIRL DO UFC

O UFC acrescentou uma ring girl ao seu plantel brasileiro e agora conta com uma trinca de belas desfilando com as plaquinhas de rounds. O nome dela é Luciana Andrade, e aos 28 anos ela estreia pela organização no UFC Uberlândia.

A modelo é de Curitiba e é formada em direito, tendo atuado na área por 9 anos na área jurídica. Ao mesmo tempo, ela ganhou experiência como modelo, trabalho que a levou ao UFC.

UFC

Para o cargo, Luciana ficou um período em Boca Raton, Flórida (EUA), para estudar inglês e participou por lá de eventos de beleza.

Agora o trio tem duas morenas. A outra é Camila Oliveira, que esteve na primeira dupla de ring girls, formada no UFC de São Paulo, no começo de 2013, e permanece no cargo até hoje. A loira Jhenny Andrade se somou a ela depois.

CLIENTE PERDE AÇÃO PARA LOJA DE CARROS E PAGA A INDENIZAÇÃO COM MOEDAS COM CHEIRO DE PEIXE

Um vendedor de carros de luxo sabia que algo estava errado quando um cliente lhe pagou 49 mil reais em moedas.

Ong Boon Lin, de 34 anos, entrou na Exotic Motor, uma concessionária especializada em veículos de luxo, em Singapura, empurrando uma caixa branca em um carrinho.

As coisas tomaram um rumo estranho quando o homem derrubou a caixa sobre o local, cobrindo parte da loja com uma montanha de moedas, que supostamente cheiravam a peixe.

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Cliente perdeu ação contra concessionária e resolveu descontar sua raiva pagando 49 mil reais devidos ao local em moedas com odor insuportável que ficou impregnado na loja.

Lin, de 34 anos, perdeu uma ação judicial contra a concessionária sobre o dinheiro que ele devia em relação a um Aston Martin V8 Vantage, comprado na Exotic Motor.

O tribunal ordenou que o homem pagasse o imposto de circulação do veículo e o seguro, bem como reembolsasse a loja pelos honorários advocatícios.

Então, em uma atitude de desaprovação sobre a decisão, Lin resolveu pagar o valor devido com cerca de 100 quilos de moedas fedorentas.

As moedas foram avaliadas em 10, 20 e 50 centavos de dólar, com algumas da Malásia e da Tailândia.

Os funcionários da concessionária de automóveis foram deixados embalando o dinheiro em cerca de dez sacos, que foram colocadas no porta-malas de um carro, deixando um odor extremamente desagradável no local.

O proprietário da loja, Tang Siu Tong, disse: “As moedas foram embebidas em sucos de mercado, e cheiravam a peixe. Fedia todo o lugar e eu tive que contratar profissionais para se livrar do odor. Mas o cheiro ainda está lá. Estou mantendo as moedas em 10 sacos separados. Meus advogados estão se organizando para devolver a quantia, eu definitivamente não vou aceitar.”

Os responsáveis pela loja informaram que o local ainda possui um cheiro horrível, depois de três dias utilizando purificadores de ar, e agora eles estão considerando substituir o tapete, que vai custar-lhes 10 mil reais.

Tong também alegou que o incidente do despejo das moedas o fez perder 80 por cento de seus clientes.

O empresário de 34 anos, responsável pelo pagamento bizarro, diz que não vê nada de errado com a sua forma de pagamento. Ele disse ter feito isso porque estava chateado com a loja.

Fonte: Gadoo

PELA PRIMEIRA VEZ EM 10 ANOS, CAI O NÚMERO DE FORMANDOS EM DIREITO

A queda do número de formandos no ensino superior entre 2012 e o ano passado atingiu os cursos com maior volume de estudantes no país: direito e administração.

Juntas, as graduações respondem por 23% das matrículas em cursos presenciais.

A redução de bacharéis em direito (3%) foi menor do que a média de todos os cursos (5,65%), mas a primeira queda verificada na última década. Em 2012, 97,9 mil estudantes concluíram a graduação. No ano passado, 95 mil.

Em administração, o percentual chegou a 11,86%. O movimento de baixa nesse curso já vinha ocorrendo em anos recentes, mas em menor intensidade.

Entre 2011 e 2012, por exemplo, a queda foi de 0,88% –993 diplomas a menos, em números absolutos. No ano passado, essa diferença foi de 13.199 formandos.

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Para Samuel Melo Júnior, doutor em administração, um dos motivos principais é a migração da demanda dos alunos para cursos tecnológicos sobre gestão, de menor duração (média de dois anos) e maior foco.

"Esse profissional atende a uma demanda específica e tem rápida inserção no mercado. São cursos de graduação que o Conselho Federal de Administração já recebe entre os associados", afirma Júnior, também diretor da câmara de formação profissional da entidade.

Há quatro anos, por exemplo, o curso de gestão de recursos humanos havia formado 16,7 mil profissionais. No ano passado, o número aumentou para 26,3 mil.

"Não vemos isso como algo ruim, mas há diferenças entre os formandos. A questão [para explicar a redução] não é de empregabilidade, há muito espaço para o administrador", avalia.

Para o Ministério da Educação, a queda do número de formandos de uma forma geral foi motivada por medidas de supervisão e fiscalização do governo federal, que resultaram em fechamento de vagas ou congelamento de vestibular em cursos considerados de má qualidade.

Fonte: Folha

JUIZ DIZ QUE OFICIAL DE JUSTIÇA NÃO FAZ O TRABALHO COM EFICIÊNCIA

Não é de hoje que os oficiais de justiça levam bronca dos juízes.

E esse “não é de hoje” não é mera figura de linguagem não, pelo menos desde 1994 os pobres ójotas vem levando fumada dos magistrados.

OJ

Pô Excelência, pega leve com o rapaz, ele tá com muito serviço…

19/11/2014

DIÁRIO DE UM JUIZ - OS DEUSES ESTÃO CARENTES

Bom dia queridos amigos. Passadas mais algumas semanas sem tempo ou tampouco inspiração para escrever, diante de tudo que se tem visto de tão ruim nas mídias, de tantos ataques que sofremos diariamente, resolvi quebrar o silêncio e, com ele, uma promessa que eu havia feito a mim mesmo: eu jurei que não ia escrever nada sobre o caso “do momento”, relacionado àquela agente de trânsito do Rio de Janeiro. Simplesmente porque acho tudo isso uma grande idiotice e que ela e sua “causa” não merecem a minha atenção, nem a de ninguém.

Mas como já tem gente demais usando aquele caso pra tacar pedras em todo o Judiciário, e – surpresa! – sem nenhum conhecimento sobre o que realmente aconteceu, infelizmente vejo-me obrigado a falar um pouco sobre o assunto. Até porque, como verão ao final, esse texto será uma crítica aos Juízes do Brasil. Mais que isso: uma crítica dirigida a mim mesmo. Aposto que por essa ninguém esperava ;)

Então, vamos começar falando sobre a questão em si. O Juiz carioca estava voltando de um plantão com um carro sem placas e estava sem seus documentos. Foi parado numa blitz da “lei seca” no Rio de Janeiro. Se estivesse de jaleco branco e dissesse que acabara de salvar a vida de um paciente que levou um tiro,  com certeza seria simplesmente contemplado por um sorriso e liberado. Mas se estivesse de terno e dissesse que estava voltando do fórum, onde decretou a prisão de um assaltante que atirou em uma pessoa, que foi hospitalizada, esse merece pedras, claro!

Nossas Corregedorias nos orientam a nos identificarmos ao sermos abordados por algum agente policial, a fim de que eles estejam, desde logo, cientes de nossas prerrogativas funcionais (não ser preso senão por ordem escrita do Presidente do Tribunal de Justiça, dentre outras). Isso não é dar “carteirada”. A meu ver, “dar carteirada” significa valer-se de alguma condição especial para se furtar ao cumprimento de alguma obrigação. E nada isso aconteceu.

A Sra. Luciana, constatando as irregularidades administrativas, deveria ter feito o que? Simples. Dito a ele que seria multado por estar dirigindo sem os documentos de porte obrigatório, e que o veículo ficaria retido até que alguém com habilitação viesse busca-lo, ou seria removido ao pátio do Detran.

De acordo com a PROVA PRODUZIDA NO PROCESSO (autos nº 176073-33.2011.8.19.0001) o Juiz em momento algum faltou com respeito à Sra. Luciana. Isto está COMPROVADO.

A Sra. Luciana, no entanto, por razões que cabe à psicologia tentar explicar, passou a debochar do Juiz e ridicularizá-lo, perante todos os presentes, pelo simples fato de ser Juiz. E ainda veio com essa frase profundamente infeliz: “Juiz não é Deus”.

E ele disse que era Deus, por acaso? Soltou um clássico “você sabe com quem está falando”? Foi grosso, arrogante? Não, senhores. Nada disso. HÁ PROVAS de que não! O resto é achismo, preconceito, inveja e dor de cotovelo.



Transcrevo, da decisão judicial nos autos citados acima:

“Ora, mesmo que desnecessária a presença de um Delegado de Polícia para que o veículo fosse apreendido, não se olvide que apregoar que o réu era “juiz, mas não Deus”, a agente de trânsito zombou do cargo por ele ocupado, bem como do que a função representa na sociedade.

In casu, mesmo que o réu (reconvinte) estivesse descontente com a apreensão do veículo, o que é natural, frise-se, inexiste nos autos qualquer notícia de ofensa ou desrespeito por ele perpetrado em face da autora.

Além disso, o fato de recorrido se identificar como Juiz de Direito, não caracteriza a chamada “carteirada”, conforme alega a apelante.”

Sério, gente. Qual parte de “HÁ PROVAS DE QUE A AGENTE FOI DEBOCHADA E DESRESPEITOSA CONTRA O JUIZ, QUE NÃO AGIU COM DESRESPEITO EM NENHUM MOMENTO” esse povo não entende? Pior: qual parte disso a IMPRENSA não entende? Bom, aqui faço uma mea culpa: eu é que não deveria esperar que a imprensa entendesse ou quisesse entender alguma coisa, ao invés de simplesmente viver de escárnio e denuncismo, como covardes abutres da honra de pessoas de bem que são.

E o que há de mais importante ser frisado é que FOI A AGENTE DE TRÂNSITO QUEM INGRESSOU COM A AÇÃO INDENIZATÓRIA CONTRA O JUIZ. ERA ELA QUEM QUERIA A INDENIZAÇÃO!!! Só que ela se ferrou, pois a prova demonstrou que a errada era ela, e saiu ela condenada por reconvenção!

Tenho para mim, dentro de meu constitucionalmente assegurado direito à liberdade de expressão, que essa cidadã está buscando locupletar-se da pseudo-fama que a imprensa vem lhe atribuindo. Talvez a vejamos em breve em reality shows ou revistas especializadas, mas não consigo deixar de ter certeza de que claramente ela  só quer conquistar fama em razão desse episódio e se vingar pela condenação sofrida. E pretende fazê-lo desviando o foco dos fatos como realmente aconteceram: ela descumpriu seus deveres funcionais como servidora pública, pois, ao invés de simplesmente multar o Juiz pelo deslize, que todos cometemos, foi lá ser boca-dura e desrespeitosa, e ainda insinuou que ele haveria agido como se “Deus” fosse.

O problema não foi a agente ser boca-dura e debochada com o Juiz. Foi ela ter sido boca-dura e PONTO, seja com quem fosse.

Numa breve consulta ao site do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, é fácil perceber que a Sra. Luciana é apaixonada pelo Poder Judiciário! Confia plenamente nos Juízes, tanto que já levou a eles dezenas de pedidos, quase sempre pedindo indenizações, tal qual a ação que ingressou contra o Juiz Carioca.

Vejamos lá (a lista é grande):

0220154-09.2007.8.19.0001 (2007.001.214897-3)
Autor: LUCIANA SILVA TAMBURINI
Réu: CENTRAIS ELETRICAS BRASILEIRAS S A ELETROBRAS
Fase: Arquivamento
Comarca: Comarca da Capital
Serventia: Cartório da 20ª Vara Cível

0042803-15.2008.8.19.0001 (2008.001.042400-8)
Autor: LUCIANA SILVA TAMBURINI
Réu: CENTRAIS ELETRICAS BRASILEIRAS S A ELETROBRAS
Fase: Arquivamento
Comarca: Comarca da Capital
Serventia: Cartório da 20ª Vara Cível

0060464-36.2010.8.19.0001
Autor: LUCIANA SILVA TAMBURINI
Réu: PORTO RIO VIAGENS E TURISMO LTDA e outro(s)...
Fase: Remessa
Comarca: Comarca da Capital
Serventia: Central de Arquivamento do 1º Núcleo Regional

0208211-19.2012.8.19.0001
Impugnante: MSC CRUZEIROS DO BRASIL LTDA e outro(s)...
Impugnado: LUCIANA SILVA TAMBURINI
Fase: Remessa
Comarca: Comarca da Capital
Serventia: Central de Arquivamento do 1º Núcleo Regional

0176073-33.2011.8.19.0001
Autor: LUCIANA SILVA TAMBURINI
Réu: JOAO CARLOS DE SOUZA CORREA
Fase: Remessa
Comarca: Comarca da Capital
Serventia: Cartório da 36ª Vara Cível

0130733-37.2009.8.19.0001 (2009.001.131285-0)
Autor: LUCIANA SILVA TAMBURINI e outro(s)...
Réu: STRIPCENTER PARTICIPACOES S A
Fase: Juntada
Comarca: Comarca da Capital
Serventia: Cartório da 14ª Vara Cível

0312565-37.2008.8.19.0001 (2008.001.310522-4)
Autor: LUCIANA SILVA TAMBURINI
Réu: SUPERINTENDENCIA DE DESPORTOS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO SUDERJ CP08
Fase: Remessa
Comarca: Comarca da Capital
Serventia: Cartório da 3ª Vara da Fazenda Pública

0113097-53.2012.8.19.0001
Embargante: SUPERINTENDENCIA DE DESPORTOS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO SUDERJ CP08
Embargado: LUCIANA SILVA TAMBURINI
Fase: Ato Ordinatório Praticado
Comarca: Comarca da Capital
Serventia: Cartório da 3ª Vara da Fazenda Pública

0083486-84.2014.8.19.0001
Impetrante: LUCIANA SILVA TAMBURINI
Impetrado: CASSIA PINHEIRO MENDES
Fase: Expedição de Documentos
Comarca: Comarca da Capital
Serventia: Cartório da 1ª Vara da Fazenda Pública

0076014-42.2008.8.19.0001 (2008.001.074919-0)
Autor: LUCIANA SILVA TAMBURINI
Réu: TIM CELULAR SA
Fase: Arquivamento
Comarca: Comarca da Capital
Serventia: Cartório do 8º Juizado Especial Cível - Tijuca

0173822-13.2009.8.19.0001 (2009.001.174456-6)
Autor: LUCIANA SILVA TAMBURINI e outro(s)...
Réu: BUFFET CAROL FESTAS
Fase: Arquivamento
Comarca: Comarca da Capital
Serventia: Cartório do 8º Juizado Especial Cível - Tijuca

0232573-90.2009.8.19.0001 (2009.001.233275-2)
Autor: LUCIANA SILVA TAMBURINI e outro(s)...
Réu: CONDOMINIO RESIDENCIAL BEAU LIEU
Fase: Arquivamento
Comarca: Comarca da Capital
Serventia: Cartório do 8º Juizado Especial Cível - Tijuca

0013574-05.2011.8.19.0001
Autor: LUCIANA SILVA TAMBURINI e outro(s)...
Réu: TAM LINHAS AEREAS SA
Fase: Arquivamento
Comarca: Comarca da Capital
Serventia: Cartório do 3º Juizado Especial Cível

Luciana Tamburini processou a Eletrobrás duas vezes. Processou a Porto Rio Vigens e Turismo e a MSC Cruzeiros do Brasil. Processou a SUDERJ, uma tal de Cássia, a TIM, o Buffet Carol Festas, o Condomínio Residencial Beau Lie, a TAM...

Deus do céu! Luciana processa todo mundo! Começo a desconfiar que é ela quem tem algum problema com o mundo... De todo modo, obrigado, Luciana, por sua confiança no Poder Judiciário, trazendo cada pequeno detalhe de sua vida a nós, para que resolvamos seus problemas por você. Talvez ela me processe também, mas tudo bem, apresentarei reconvenção como fez o colega magistrado, e sei que ela terá dinheiro para me indenizar. Afinal, recebeu uma boa grana de um bando de imbecis na “vaquinha” :)

O colega magistrado, no meu humilde entender, só cometeu um erro: prendê-la por desacato. Acho que o crime cometido nesse tipo de situação é outro: é CRIME DE ABUSO DE AUTORIDADE.

Vejamos o que diz o art. 4º da Lei nº 4.898/65:

Art. 4º Constitui também abuso de autoridade:
h) o ato lesivo da honra ou do patrimônio de pessoa natural ou jurídica, quando praticado com abuso ou desvio de poder ou sem competência legal;

Viram só? Pouco importava o fato da vítima ser Juiz de Direito. Se um agente público debocha da honra de um cidadão, lesando sua honra em evidente abuso de poder, isso é CRIME DE ABUSO DE AUTORIDADE. Só isso!

Infelizmente a “pena” para esses crimes é ridícula:

§ 3º A sanção penal será aplicada de acordo com as regras dos artigos 42 a 56 do Código Penal e consistirá em:
a) multa de cem a cinco mil cruzeiros;
b) detenção por dez dias a seis meses;
c) perda do cargo e a inabilitação para o exercício de qualquer outra função pública por prazo até três anos.

Enfim. ao atacar a honra daquele cidadão, humilhando-o por estar sem seus documentos (ao invés de, simplesmente, tascar-lhe as desagradáveis multas correspondentes), a agente praticou crime e devia estar respondendo por eles.

E tem outro detalhe: de acordo com o art. 301 do Código de Processo Penal, qualquer cidadão pode prender em flagrante quem esteja cometendo um crime, porém, as autoridades (que obviamente inclui o Juiz..) têm o DEVER de efetuar a prisão em flagrante, sob pena de praticar o crime de prevaricação caso não o faça!

Não sei quem é o Juiz carioca. Não o conheço, nem sei nada a seu respeito. Talvez ele seja um bom Juiz, talvez não. Talvez sofra de juizite, talvez não. Não sei. Mas sei que nesse caso, após cuidadosa leitura do processo (disponível na internet), ele está sendo injustamente malhado, e sinto-me, igualmente, ofendido por tudo que está sendo dito na imprensa a respeito. Felizmente ele está tendo a inteligência (e o sangue de barata) de não se manifestar a respeito, brilhantemente ciente de que qualquer coisa que venha a dizer será distorcido.

Eu mesmo fui parado pela Polícia Rodoviária Federal na estrada no último final de semana. Distraído, fiz uma ultrapassagem onde não podia... Caramba, lugar com ampla visibilidade, não tinha nenhum carro vindo em sentido contrário, nem percebi que era faixa dupla contínua no chão (até porque estava tão apagado que mal dava pra ver). Tenho tudo registrado na minha câmera do carro, que filma tudo que acontece.

Enfim, fui parado logo adiante. O policial que me abordou foi educado e cordial, como deve ser. Pediu meus documentos (eu não me identifiquei como Juiz, já por conta desses últimos acontecimentos). Entreguei CNH e documento do carro. Ele então disse que eu havia feito uma ultrapassagem em local proibido e que seria multado. Fiz aquela básica cara de revolta (comigo mesmo), e disse “é, fazer o que...”, e esperei a lavratura do auto de infração.

Enquanto isso o colega dele veio me dar “lição de moral”, no bom estilo “good cop – bad cop”. Eu comentei por alto que achava um absurdo ser proibido ultrapassar naquele local, com amplíssima visibilidade, sem nenhum carro vindo em sentido contrário, numa descida.. enfim, tudo amplamente favorável pra ultrapassagem. Pois o cara desandou a me escrachar, que era um absurdo eu ter ultrapassado ali, me chamou de um monte de coisa que prefiro nem repetir e assim seguiu. Nesse momento pensei seriamente em dar a “carteirada” e prendê-lo pelo abuso de autoridade. Afinal, ele tem todo o direito (e dever) de me multar se eu pisei na bola, mas ser grosso comigo e me dar lição de moral, não! Olhei bem pra cara dele, xinguei mentalmente e dei-lhe as costas, deixando falando sozinho. Fui ao outro PRF, assinei a maldita multa, entrei no carro e fui embora.

E indo embora fiquei pensando “imagine seu tivesse dito que era Juiz...” Do jeito que anda essa moda de esculhambar Juiz, era capaz de eu ter saído preso, simplesmente por ser Juiz, pois isso virou crime hediondo segundo o STF (Supremo Tribunal do Facebook).

Deixo aqui ainda uma reflexão: não parece ser uma enorme coincidência um caso tão sem importância nenhuma como esse estar sendo tão enaltecido pela imprensa pra esculhambar um Juiz (e, com ele, todo o Judiciário), bem no momento em que estão sendo descobertos inúmeros escândalos da Petrobrás e bem no momento em que o Judiciário pleiteia a recomposição de seus vencimentos, que estão defasados desde 2006? Coincidência, não?

Ahhh mas o Juiz não é Deus! Concordo. É pouco provável que o “Deus” supremo, chamado pelas mais diversas religiões por nomes distintos, tais como Jeová, Javé, Alá etc., esteja neste planeta prestando concurso público e julgando processos.

Para não me aprofundar demais na teologia e aspectos filosóficos da questão, fui ao Dicionário Aurélio buscar definição do que é “deus” (com letra minúscula, propositalmente). Eis a resposta:

1 Ser supremo.
2 Cada um dos membros da Trindade.
3 Divindade do culto pagão ou de qualquer religião não derivada do mosaísmo.
4 Homem heroico ou de superioridade incontestável.
5 Objeto que exerce grande influência ou grande poder.

O Juiz não é um ser supremo. Também não é membro da Trindade (católica), embora seja presentante de um dos três poderes. Não é divindade. Mas vejam só os conceitos de número quatro e cinco. Talvez tenhamos algo de “divino” em nós. Tenho a mais plena certeza de que a enorme maioria dos Juízes do Brasil são pessoas heroicas, pois comprovadamente os mais trabalhadores do mundo.

E não paremos aí: Têm também superioridade incontestável, atestada por dificílimo concurso público de provas  títulos. Ademais, infelizmente, Juízes viraram também objetos, ou “unidades de produção” como já fomos chamados por uma certa Corregedoria, e não há dúvidas de que exercem grande poder.

Se Deus (letra maiúscula) nos fez à sua imagem e semelhança, talvez o Juiz tenha algo de deus, sim (com letra minúscula). Não Aquele Supremo, mas alguém de superioridade comprovada, no mínimo, por concurso público de provas e títulos. E nem precisamos lembrar que Juízes decidem, diariamente, sobre a vida e a morte; sobre a liberdade ou a prisão; a justiça ou a injustiça. Até damos filhos às pessoas!!! Alguém aí discorda que isso não é um poder divino e maravilhoso? Já escrevi em outras colunas que me sinto frequentemente um instrumento dos desígnios de Deus (esse, sim, com letra maiúscula). Talvez sejamos, portanto, um pouquinho deuses sim... Não digo isso pra “me achar” e tenho pavor de “juizite”. Mas, gente, peralá... temos que parar com essa mania de sempre achar que o Juiz está errado em tudo que faz e é sempre culpado diante de qualquer acusação.

A agente de trânsito não entendeu que estava diante de um agente político, de um dos Três Poderes, e que debochar dele é debochar do próprio Estado Democrático de Direito. É debochar de si própria, sendo ela titular de mais de uma dezena de ações indenizatórias contra deuses e o mundo na Justiça Carioca. E pelo que consultei, já ganhou bastante dinheiro com isso!!! Também não entende muito, pelo visto, sobre a Lei dos Crimes de Abuso de Autoridade.

E a imprensa... bem... já que fazer jornalismo sério não vende jornal, o que resta é denuncismo e sensacionalismo, que é sua especialidade.

E agora, a crítica aos Juízes, que serve especialmente pra mim.

Desde que começou esse assunto da agente de trânsito as redes sociais “privadas”, grupos de discussões e grupos de e-mails formados por juízes de todo o Brasil têm estado bem agitadas. Todos profundamente revoltados com a imprensa e a indevida publicidade distorcida que tem sido dada aos fatos, bem como em razão do silêncio fúnebre das Associações que nos representam.

Sou um desses. Tenho destilado minha profunda indignação nesses espaços, ao lado de colegas de todas as Justiças e Estados. Nenhum Juiz suporta essa enorme injustiça! E, em consequência, são páginas e páginas de lamúrias, de frustração, lamentações...

Acho que os deuses estão carentes.

Amigos Juízes, depois de muito refletir, penso que não adianta nada a gente ficar se lamentando pelo fato de “o povo” não gostar da gente. Primeiramente, graças ao Deus Constituinte, porque não somos detentores de mandatos eletivos, mas investidos em razão de nossa capacidade demonstrada por meritocracia em Concurso Público. E nós acabamos lá se lamuriando, que trabalhamos feito condenados, que não temos reajuste de subsídio desde 2006, que ficamos levando pedrada injustamente, que ninguém nos ama bla bla bla...

Mas é óbvio que o povo não gosta da gente! E por que haveriam de gostar? Acham que as pessoas enxergam que por detrás da “Operação Lavajato” há um Juiz? Que por trás de todo o trabalho contra a corrupção, há Juízes? Que a gente trabalha pra caramba e que o povo só tem direitos porque estamos aqui para assegurá-los?

Fala sério!

Se você contrata um serviço de internet pra sua casa e a velocidade fica uma porcaria, você, colega Magistrado, por acaso quer saber se os funcionários daquela empresa trabalham duro e são extremamente bem treinados em suas ciências, ou se seus equipamentos são de última geração, ou se estão investindo fortemente em infraestrutura? Claro que não! A gente xinga e quer ver o presidente da empresa pendurado num poste!

Sejamos francos. O “serviço” que a gente presta é uma droga! É lento, é caro, é burocrático, é cheio de riscos. Ninguém em sã consciência optaria por contratar nosso trabalho se houvesse outra opção. Tanto que a cada dia mais grandes empresas firmam cláusulas compromissórias, para que suas desavenças sejam resolvidas por árbitros escolhidos por eles mesmos, e não por Juízes.

Se o nosso serviço não presta, o povo tem mais é que olhar feio pra nós mesmo.

Pelo menos, como bem me lembrou meu amigo e colega Morian, que teve a infeliz missão de “herdar” a 1ª Vara Cível aqui de União da Vitória, a parte boa é que as críticas geralmente vêm sob a forma de massa, de rebanho, em efeito manada. Só se critica via Facebook e demais meios interpostos. Aqui no mundo real, frente a frente com partes e seus procuradores, é raríssimo sermos desrespeitados, e na grande maioria das vezes nossas decisões são cumpridas e conseguimos exercer nosso papel de pacificação social com muito orgulho e satisfação. O mundo do barbarismo e da verborragia asinina fica quase sempre restrito ao Supremo Tribunal do Facebook, no qual quem não for um bom boizinho e seguir a manada (falando mal do Juiz) será pisoteado.

Claro, a “culpa” não é nossa. A gente faz a nossa parte. Não temos estrutura, a lei é um lixo, a sociedade é hiperlitigante... é verdade. Mas o povo não tem nada a ver com isso.

A parte boa é que não estamos sozinhos. O Brasil é expert em prestar péssimos serviços públicos. A polícia não presta. Ministério Público não presta. Saúde, não presta. Leis são péssimas. A imprensa só atende a quem interessa. O correio é uma lerdeza só. Serviços de telefone e comunicações em geral só casam stress. Cartórios... nem vou comentar. Tudo no Brasil é uma droga. Por que haveria o Judiciário de ser diferente? Só porque tem os profissionais mais bem qualificados? Assim como o serviço lá da internet, ter os melhores equipamentos não é suficiente...

Contudo, só porque nosso serviço é ruim isso não significa que não estamos legitimados, como todos os demais profissionais do país que prestam maus serviços, a lutar por melhorias salariais, estruturais, sociais e tudo mais.

Só não esperem que o povo vá nos apoiar nessa luta. O povo só nos enxerga como “parte do Governo”, que ganha demais presta um serviço longe de ser satisfatório.

Em parte dá pra entender o porquê de casos que envolvem Juízes terem tanta repercussão: primeiro, porque a imprensa sempre enaltece exageradamente esses casos, seja a mando do Governo, que sonha em ver um judiciário fraco e encabrestado, seja por interesse próprio em subjugar o único dos Poderes da República que tem o condão de limitá-la. Mas, sobretudo, creio que seja porque somos o último dos três poderes em que o povo ainda deposita alguma esperança. Então, é natural que fiquem revoltados ao verem que aqui também não estamos no primeiro mundo.

Temos que parar de ligar tanto pras reclamações do povo e tratar de fazer o nosso trabalho, da melhor forma possível, como estamos – majoritariamente – fazendo. Tratar de botar pra fora os maus profissionais que há entre nós, e restringir um pouco essa proximidade tão exacerbada com o povo, lembrando que, afinal, somos agentes de Poder, representantes do Poder Judiciário, e que essa excessiva abertura não está nos fazendo bem. Estamos no mesmo patamar de Deputados, Governadores... Será que a Sra. Luciana teria esculhambado o Governador do Estado? Ou algum deputado?

Ser um Poder “do Povo” é tarefa do Legislativo. Para nós, essa abertura excessiva está nos enfraquecendo. Uma vez que o Juiz se mostra como “homem comum”, aqueles que são atingidos por suas decisões ficam com menos medo de descumpri-las. A pessoa por debaixo da toga é humana; mas a figura composta pela toga exerce misteres de divindade. Basta ver a figura principal da Justiça: a Deusa Thêmis.

Lembremo-nos do filme “300”, em que para a derrota do “Deus Xerxes” bastou que ele fosse ferido, e visto sangrando, como “humano mortal” que era.

O Juiz tem lá sua parcela divina sim. Protege as pessoas de bem, condena os maus, resgata os bons, frequentemente decide entre a vida e a morte ao determinar a concessão de tratamento médico a quem precisa, e até mesmo concede filhos a quem os deseja. Raramente com a eficiência desejável, mas a gente faz bem mais do que o possível com o sistema imprestável que temos em mãos.

Não somos deuses de verdade, mas exercemos uma parcela desse poder na prática. E é muito bom saber que estamos aqui para fazer o bem a quem for possível, dentro desse universo processual burocrático ineficaz ao qual estamos eternamente atrelados.

Não queremos ser tratados como deuses, embora uma oraçãozinha de vez em quando, pedindo por nós, certamente faria bem. Só queremos, como todo e qualquer cidadão, sermos tratados com respeito. Se nosso trabalho é uma porcaria, desculpem, mas a culpa não é nossa (Juízes), e sim NOSSA, como brasileiros.

A absoluta maioria das ações judiciais em trâmite no país são em razão de pessoas (sim, VOCÊ!) que não pagam seus impostos (execuções fiscais) ou estão reclamando de questões previdenciárias (INSS) ou da prestação de serviços públicos (bancários, saneamento, telecomunicações, energia elétrica). É só por isso que as ações no Brasil demoram uma eternidade!

E a culpa é de todos nós. Nós temos Agências Reguladoras que não prestam pra nada, além de serem cabides de empregos; temos um INSS que só causa problemas; um Ministério Público que não prioriza ações coletivas; um Legislativo que não faz leis decentes nem voltadas ao atendimento do Interesse Público, e um Executivo que, além e todos esses defeitos, é expert em descumprir decisões judiciais;

Tá tudo errado, e aqui no nosso quintal a coisa não é diferente. Então não adianta ficar se lamentando porque não somos amados, que somos criticados e tudo mais. Larguem(os) mão de serem(os) carentes. Façamos o que estiver ao nosso alcance e lutemos por benefícios, como qualquer trabalhador. E tratemos de não no diminuir, nem a importância do nosso cargo, que é muito maior do que qualquer um de nós. Deixemos a crítica de lado e sigamos fazendo o que nos for possível, por quem for possível. Mesmo a Sra. Luciana, ávida litigante do Judiciário Carioca, por mais que nos deteste, terá seus processos julgados, por Juízes, e não pelo STF (Supremo Tribunal do Facebook).

Abraços a todos!


JUIZ FICA BRAVO COM A PARTE E DIZ: O RÉU ACHOU TER ENCONTRADO O OVO DE COLOMBO

Você pensa que consegue tapear algum juiz?
Engana-se pequeno gafanhoto, pois os juízes são astutos, os juízes são matreiros e sabem muito dos paranauê das partes.
Então, se você vai tentar dar um miguézinho pra se dar bem, pode ser que não dê muito certo.


É mano, o juiz sacou da tua malandragem e te condenou!

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