JUIZ CAGÃO:

Juiz tira um foto no banheiro pra mostrar que também é genteClique e leia

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30 de jan de 2015

DOUTOR COXINHA – SOU DOUTOR SEM DOUTORADO, GRAÇAS À DOM PEDRO I

Nobres e ilustres companheiros de labuta jurídica, peço vênia para apresentar-me aos leitores deste espaço de “notícias jurídicas”, me chamo Doutor Coxinha, Coxinha por parte de pai, Doutor por parte de Dom Pedro I, que através de seu decreto, concedeu o título de doutor aos advogados brasileiros, assim, não exijo nada além de um direito que me é assegurado, direito este que é ser chamado de Doutor por todos que estão ao meu redor, do porteiro do meu prédio à senhora que serve café na sala da OAB.

Tenho muito orgulho de ter frequentado a Universidade por cinco anos sem nunca ter sofrido uma falta sequer, e digo ainda com mais orgulho que jamais abandonei uma aula para jogar baralho ou tomar cerveja, além disso, desde o primeiro dia de aula, compareci ao curso impecavelmente vestido: terno, gravata e sapados combinando com o cinto.

Para ir me familiarizando com os jargões jurídicos, desde o início de meus estudos tratava todos os colegas por adjetivos respeitosos, tais como: nobre amigo ou meu caro causídico, sempre fui avesso à utilização de colas em dias de prova, inclusive, sempre que percebia um aluno fazendo consultas não autorizadas, fazia questão de informar o professor.

Sempre me dediquei ao curso de Direito, jamais estudei por resumos ou sinopses, estudante esforçado é o que utiliza uma boa e pesada doutrina, especialmente aquelas que possuem palavras difíceis, meu canal favorito é o TV Justiça, sei o nome de todos os ministros do STF, prefiro ler o Código Penal do que ir ao cinema, passei na OAB de primeira e sem cursinho, pois cursinho é coisa de estudante que não se esforça, e como eu sempre digo: “Só tem vida difícil quem não se esforça”.

doutor coxinha

Antes que me esqueça, peço perdão aos leitores por conta do meu vasto e rico português, pois tenho consciência que usar da linguagem culta e escorreita pode dificultar o entendimento do texto pelos leitores do Não Entendo Direito, uma vez que em sua grande maioria, estão acostumados com o português coloquial, mais comum aos botequins do que às salas de aula.

Agora, vamos ao que interessa, quando fui convidado a escrever uma coluna sobre Direito neste espaço, fiquei um tanto quanto receoso sobre o convite, pois não gostaria de ver meu nome ligado ao blog que tanto me faz passar por momentos de irritação por conta das inúmeras demonstrações de “baixaria jurídica”, contudo, decidi por bem aceitar o desafio, justamente para mostrar que o Direito é uma ciência, e como tal, deve ser respeitada, e não pode ser alvo de piadas.

Assim, encaro esta minha nova função de colunista como uma maneira de disseminar o “bom direito” aos estudantes desgarrados, que vão para as faculdades calçando chinelos, vestindo bermudas e que falam “churras”, “niver” e “facú”.

Portanto, de agora em diante estarei semanalmente aqui no Não Entendo Direito para compartilhar histórias de sucesso da minha vida e quem sabe assim, transmitir um pouco do meu vasto conhecimento aos inábeis estudantes de Direito que acompanham este blog.

Fraternos abraços, deste seu novo amigo que vos escreve.

Doutor Coxinha

29 de jan de 2015

ABANDONO DA CAUSA – APRESENTANDO CAROLINE SASSATELLI

Oi, é...hum, tudo bem? Bem, esse é o primeiro dia dessa nova coluna. E tenho aqui uma grande responsabilidade: falar um pouco sobre o que passa (e passou) em cabecinhas tipo as minhas, de quem se formou em Direito e BUUMMM – percebeu depois que aquilo lá não era o que queria, que não estava sendo suficiente. Pensei muito em como dar o pontapé inicial a essa sessão (sem que você, leitor, provável estudante de Direito, concurseiro ou advogado me julgasse achasse tudo isso uma balela).

Bem, meu nome é Caroline, estou com o pézinho na 25ª primavera, me formei em Direito em 2013, ano este que virei “dotôra” quando passei na OAB, sou pisciana, chocólatra, gosto de ler e de ar condicionado em dias de calor. Também gosto de escrever. Aliás, escrever é a coisa que mais gosto na vida, Top 1 logo na frente de “pessoas que gostam do que escrevo”. Outra coisa importante sobre mim é que decidi parar de trabalhar como advogada no final de 2014, estudar toda aquela matéria do colegial de novo (física, ainda não te suporto) e prestar vestibular para cursar jornalismo. O porquê? Por que sou dessas pessoas que tem medo de chegar nos 80 anos e não ter feito tudo o que queria, que acredita que sonhos só são sonhos porque a gente não conseguiu colocar (ainda) em prática. Não sei se vocês acham piegas, mas sou dessas mesmo.

Não gosto da idéia de que desisti do Direito. Eu nunca vou me livrar completamente da minha carreira jurídica, nunca vou esquecer o que aprendi na faculdade (ok, confesso que sobre Penal já esqueci praticamente tudo), mas o mais importante: eu nunca vou deixar de ser, mesmo que aqui dentro, advogada. Prefiro pensar que serei uma advogada jornalista, ou jornalista advogada, que tem esse feeling para entender e dar pitaco nos problemas dos outros, mas, que também gosta de ajudar na formação da opinião do pessoal por aí (os comentários do pessoal pelo facebook já mostram que não está fácil).

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Eu não me arrependo nem um pouco de ter feito faculdade de Direito. Lá ralei muito nas provas de Constitucional e nos trabalhos de Medicina Forense, fiz muitos amigos (ainda que a gente discuta na mesa do bar por causa de decisões judiciais) e hoje posso afirmar que, com certeza, vejo um mundo diferente do que com 17 anos. Mas, também, com 17 anos somos muito novos para decidir o que queremos da vida. E é sobre isso que vamos conversar aqui. Quero saber sobre vocês também, o que estão achando da carreira jurídica, se tem vontade de fazer outro curso ou se acham que estão na profissão completamente errada e que, na verdade, deveriam ser astronautas, modelos ou caçadores de recompensas.

Então é isso, meus queridos! Espero que vocês tenham se torturado lido até aqui e tenham gostado da proposta da coluna, que comentem e curtam muito essa página linda do Não Entendo Direito! To esperando vocês na próxima semana para contar um pouquinho mais sobre essas surpresas que a vida está me pregando!

Beijos e até lá!

Assinatura Carol

POLÍCIA ENCONTRA ARMAS, DROGAS E UM LIVRO DE DIREITO PENAL EM CASA DE TRAFICANTE

Uma operação da Polícia Militar (PM) no combate ao tráfico de drogas na madrugada desta quinta-feira, 29, resultou na prisão de um homem e apreensão de entorpecentes, em Senador Pompeu, município a 275 km de Fortaleza.

De acordo com os policiais, junto ao material apreendido foi encontrado também um livro de Direito Penal.

Através de denúncia de populares, a Polícia tomou conhecimento sobre uma residência no bairro Alto do Cruzeiro, onde encontrariam armas e motocicletas roubadas. Durante a madrugada o local foi cercado, mas os suspeitos perceberam a movimentação, conseguindo fugir.

livro

Um deles, Paulo Lincoln Gomes da Silva, foi capturado momentos depois. O rapaz foi autuado em flagrante por tráfico de drogas.

Na casa foram apreendidos 680g de maconha, 166g de cocaína, um revólver calibre 32, além de faca, munições e uma balança de precisão.

A Polícia informa que continua com buscas nas proximidades por outros suspeitos.

Fonte: O Povo

ESTUDANTES CRIAM “ADVOGADO VIRTUAL” QUE DÁ RESPOSTAS JURÍDICAS E CHANCES DE VITÓRIA DAS AÇÕES

Um grupo de estudantes da Universidade de Toronto criou um "advogado virtual" com base no Watson, o supercomputador da IBM.

Chamado de Ross, o sistema está sendo apoiado pela própria IBM, e será oferecido para advogados e escritórios de advocacia como um serviço baseado na nuvem que pode responder questões jurídicas.

O usuário faz uma pergunta e o sistema gera uma resposta concreta, citando um precedente, além de sugerir leituras relevantes ao tema e uma porcentagem de chances de que aquela resposta esteja certa.

Se um novo caso que seja relevante entre no banco de dados, o Ross irá alertar seu usuário no smartphone.

ross

"Basicamente, o que nós construímos é o melhor pesquisador jurídico do mundo. Ele é capaz de fazer em segundos o que um advogado levaria horas", afirma Andrew Arruda, um dos criadores do Ross.

A IBM anunciou que irá dar aos estudantes livre acesso à plataforma do Watson e ainda estuda realizar um investimento na startup que eles formaram para vender o serviço.

Para criar o Ross, a equipe da Universidade de Toronto alimentou o sistema da IBM com um grande volume de precedentes jurídicos e leis do mundo inteiro.

Mas o que torna a máquina poderosa é a capacidade de computação cognitiva que possui, ou seja, de continuar aprendendo e melhorando à medida que os advogados a usem.

Agora, a intenção dos estudantes é fazer acordos com tribunais, para que eles alimentem o programa assim que novos julgamentos e processos estejam disponíveis em seus sistemas.

Fonte: Info

BOUTIQUE DIZ QUE PARA ACABAR COM A ANSIEDADE DA PROVA DA OAB É SÓ COMPRAR UM VIBRADOR

Se você é afeito aos programas de auditório em que as pessoas ensinam dicas de beleza, dicas de saúde e etc. deve saber algumas dicas de saúde e beleza.

Pois bem, se você não assiste tais programas, eu explico que eles ensinam técnicas de relaxamento, tais como: tomar chás, caminhadas, ouvir música clássica, dentre outras.

Agora, em nenhum programa do mundo eles vão dar a dica que essa boutique deu, e te dizer que para acabar com a ansiedade da prova da OAB, era só enfiar um vibrador em um de seus orifícios…

Promoção

Tá nervosa? Escolhe a cor e seja feliz!

DIÁRIO DE UMA POSTULANTE – ANO NOVO, TEMPO DE ESTUDAR (TUDO OUTRA VEZ)

Ano novo, vida nova.

Pra quem não me conhece...

sou colunista do NED há alguns meses e não passei no meu primeiro exame da ordem. TUM DUM TSSSSS

Sim, sou obrigada a ouvir: o filho da vizinha de um primo meu passou de primeira. ¬¬’

A ausência de êxito nessa labuta se deu por vários motivos:

Ansiedade, mil coisas acontecendo ao mesmo tempo, dramas de novela mexicana aflorados, e problema de saúde.

Demorei pra perceber que o açúcar estava me matando. Com 25 anos você não se preocupa muito com essas coisas. Tomava refrigerante e virava um zumbi dois dias seguidos. Comia sucrilhos de manhã e agonizava no resto do dia. E assim foi durante toda minha preparação pra Ordem. Adoeci, mas não tinha consciência disso.

P.s.: Só para constar, uma bola de sorvete me fazia mal. Eu não precisava me entupir de doces pra passar mal. Logo, não me crucifiquem e muito menos me chamem de Magali/Alma de gorda/esfomeada.

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Sim sociedade, sou pré-diabética. Com vasto histórico na família, descobrir esse fato não foi algo tão chocante assim. Mentira, foi sim. Fiquei deprimida quando liguei os pingos nos is, chorei imaginando que morreria cedo. E meu sonho de ficar ryca advogando? 5 anos de estudo árduo pra morrer na praia? Fiquei chateada.

Nossa, Ana...

Mas como você descobriu que a pedra no sapato da sua aprovação foi esse lance de vida sedentária e açucarada?

Conheci uma pessoa maravilhosa que poderia muito bem ter me largado logo de cara. Afinal eu só queria dormir, dormir e dormir (sintomas das oscilações malucas da minha glicemia). Mas sendo ela detentora de notável saber medicinal, me tirou dessa vida bandida, cuidou de mim e cá estou, vivinha da silva, furando meus dedos com certa regularidade (pra verificar meus níveis de glicose) e com disposição de sobra pra estudar e começar 2015 com tudo.

Cortei 90% do açúcar da minha vida. Adeus jujubas, pão de mel, sorvetes, chocolate na TPM, chocolate na véspera de prova, refrigerantes, bebidas doces, pipoca doce,chocolate no dia dos namorados, chocotone, trufas, churros e vida.

A única parte boa é que perdi 3kg. Rá!

Mentira. Além de emagrecer, parei de passar mal, ganhei disposição e deixei de ser um zumbi.

Tô “restorada” e com corpinho da Emma Watson!!!!

Por essa razão 2015 tem sim um ar de recomeço.

1ª fase está chegando e convoco você, pequeno pupilo, a unir vibrações comigo, veterana de OAB , para gabaritar essa budega e esfregar na cara da sociedade o quanto somos inteligentes.

Uma reprovação não é sinônimo de falta de capacidade ou fracasso, às vezes é só sua glicose que está oscilando igual você na TPM.

Pense nisso e cuide da sua saúde.

Por hoje é só pessoal!

Força na peruca e segurem a emoção, porque quinta tem mais Ana pra vocês! ;)

Assinatura Ana Paula

DIÁRIO DE UM CONCURSEIRO – APRESENTANDO MAELEM ARRUDA

Aloha guerreiros!

Saudações. Meu nome é Maelem, tenho 25 anos, sou acadêmica da sexta fase de Direito na UNIPLAC, segunda fase de Administração na UFSC, estagiária no setor de Papiloscopia do IGP pela manhã, auxiliar administrativa na OAB da Justiça do Trabalho no período vespertino, e a noite me visto de mulher gata e vou salvar o mundo garçonete do Oishi Sushi a noite durante minhas férias das faculdades e durante os finais de semana. E sim, sou concurseira e sou a mais nova colunista do NED! E estarei incomodando marcando presença aqui todas as quintas feiras (<3)

Primeiro, quero dizer para você que vai à falência comprando post-its e marca textos, que vai a um churrasco e fica pensando em tudo que poderia estar estudando, e que quando está estudando pensa em todas as cervejas geladas que poderia estar tomando, que periodicamente toma banho de sal grosso com arruda para afastar os invejosos que estão de olho na tua vaga, que nunca sabe o que está acontecendo nas novelas e no BBB, e que quando lê um edital tem certeza que ele mudará para sempre a sua vida: tamo junto brother!

A vida de concurseiro me ensinou muita coisa como rezar o terço, fazer promessa, simpatia, meditação, ir ao psiquiatra, exorcismo as maneiras mais fáceis de memorizar o conteúdo estudado, as dicas mais efetivas, a melhor maneira de lidar com os pensamentos que passam pela cabeça de qualquer concurseiro, bem como com a pressão do mundo externo... E será uma DELÍCIA dividir isso com vocês!

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Ser concurseiro não é pra qualquer um. Exige saco, café, rivotril paciência, persistência, sagacidade e perspicácia para não apenas fazer, mas fazer da maneira correta. Eu não lembro exatamente quando decidi que queria ser rica diplomata e enfrentar um dos concursos mais concorridos do Brasil – mas essa ideia tomou conta do meu ser e tudo que faço hoje é em busca dessa realização. Mais do que por grana, eu sei que nasci mesmo pra isso. Não é sincero falar que a estabilidade de ser concursada me conquistou, mas eu sei, eu simplesmente sei (sei lá, tenho essas coisas de saber, é um dom sobrenatural) que eu vim ao mundo pra isso. E essa coisa de saber me dá um impulso, um empurrão, uma energia, que me faz continuar na luta. Portanto, concurseiros, fica a primeira dica desta que vos fala: se apaixone pelo seu sonho, se imagine no seu sonho e focalize sua vida em busca de realizar esse sonho. Tudo fica mais gostoso, mais fácil, mais intenso. Aproveite cada minuto de estudo, de trabalho, de lazer e não espere passar e ser nomeado para se sentir feliz. Sinta-se feliz pelo simples fato de lutar por isso todos os dias.

Por fim, deixo aqui meu muito obrigada ao Livan pela oportunidade de fazer parte da família NED, a todos do NED que me receberam com o maior carinho do mundo (#eucomia), e O beijo para meu paizão, minha mãezona, meu mano, toda a minha família linda, meus cachorros, e pro meu grande amor, Ashton Kutcher.

Paz, luz e positividade!

Assinatura Maelem

CERVERÓ AMEAÇA PROCESSAR EMPRESAS QUE FABRICAREM MÁSCARAS COM O SEU ROSTO

A menos de um mês do carnaval, a defesa do ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró ameaçou processar quem produzir máscaras com o rosto dele. Com o escândalo na estatal, fábricas planejavam criar esses artigos com a imagem de Cerveró, preso na Polícia Federal de Curitiba devido à Operação Lava-Jato.

Assim que surgiu a especulação de que haveria máscaras de Cerveró, o advogado Edson Ribeiro passou a agir. Um integrante de sua equipe ligou para a maior fábrica que costuma produzir esses artigos para o carnaval, a Condal, em São Gonçalo, e avisou:

— Se alguém fizer isso, vou processar. Você tem o direito à imagem, tem o dano moral. Se alguém fizer, vou localizar quem fez — afirmou Ribeiro.

Fábrica teme indenização

Olga Valle, dona da Condal, disse que, para evitar dores de cabeça, desistiu de reproduzir o rosto de Cerveró. Ela afirmou que, além de o carnaval estar muito próximo, os pedidos pelas máscaras do ex-diretor da Petrobras não eram tantos como se esperava. A ideia é produzir máscaras da presidente da Petrobras, Graça Foster.

— Eles falaram que iam tomar providências. Como estamos mal de tempo, e seria uma complicação, acho melhor não entrar nessa — disse Olga.

CERVERO/CAMARA

A dona da Condal e o marido, Armando Valle, que morreu em 2007, nunca foram processados por alguma autoridade que teve o rosto moldado nas máscaras. Foram muitos os nomes da política que viraram disfarce de carnaval.

Na época do julgamento do mensalão, os personagens foram o ex-ministro José Dirceu, o ex-presidente do PT José Genoino e o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa. Desta vez, Olga preferiu evitar o risco de pagar uma indenização:

— É muito ambíguo. Tudo depende de um juiz. Não estou com vontade de ter esse tipo de problema. Pode ser que o juiz ache que ele (Cerveró) tem esse tipo de direito.

Professor de Direito Constitucional da PUC-SP, Marcelo Figueiredo disse que a Constituição, em seu artigo quinto, prevê o direito à proteção da imagem — que pode ser usado pela defesa de Cerveró —, mas também assegura a proteção à manifestação cultural:

— As pessoas têm direito sobre a própria imagem. Mas, no caso de uma máscara de carnaval, se alguém compra ou usa uma máscara, está exercendo sua liberdade de expressão. Sobre isso, a defesa de Cerveró nem teria direito de ação. Agora, no caso da fábrica que produz os artigos, a empresa pode argumentar que a máscara é objeto da cultura do povo. A Constituição, nos artigos 215 e 216, diz que o Estado protege as manifestações culturais, inclusive as populares — analisou Figueiredo.

Mesmo sem máscaras, Cerveró não será esquecido na folia. Ele não conseguiu escapar da irreverência dos blocos de carnaval. O Lima É Tio Meu vai desfilar na Lapa com um samba sobre o escândalo na Petrobras: “Lindo, lindo, lindo/ É o Cerveró/ Por favor seja bem-vindo/A casa é sua: o xilindró”, diz um trecho da música.

Fonte: O Globo

ADOLESCENTE DE 14 ANOS É APROVADA EM CURSO DE DIREITO

A adolescente Rachel Brandão, 14, que tirou 674,69 no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), passou em direito no campus de Floriano (a 248 de Teresina) na Uespi (Universidade Estadual do Piauí). Rachel ainda nem começou o ensino médio -- ela terminou o ensino fundamental em 2014.

Mesmo sendo um dos destaques do Instituto Dom Barreto, colégio tradicional em Teresina, a aprovação precoce da adolescente surpreendeu.

"Não esperava passar em muita coisa, talvez em algum curso mais simples, de outra faculdade. Foi uma surpresa muito boa. Toda minha família, meus colegas e professores me parabenizaram", disse a garota.

Filha de dois bacharéis em direito, ela diz que fez a prova apenas a título de experiência e não pensa em começar um curso superior antes de terminar o ensino médio, daqui três anos.

Rachel diz a escolha pelo curso foi da mãe. "Eu tinha botado matemática e engenharia porque matemática é minha nota mais alta. Mas minha mãe achou melhor colocar logo em direito", afirmou.

O resultado não foi à toa. A jornada de estudos da adolescente é bem puxada. "Eu tenho aula de 13h às 21h todos os dias. Quando chego em casa, começo a estudar às 22h e vou até umas 23h30. De manhã, acordo e começo a estudar 8h às 11h30", relatou.

De tanto estudar, a adolescente tem uma rotina bem definida. "Eu sempre faço resumos, adianto ao máximo o que tenho dificuldade. Quando estou nas aulas, tiro o máximo que posso dos professores", contou a estudante, que alega ter mais dificuldades em ciência da natureza e linguagem. "Vou me dedicar mais agora a essas duas áreas."

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Dúvida na escolha da profissão

Como a maioria dos adolescentes que ingressa no ensino médio, Rachel ainda não tem certeza sobre que profissão quer seguir. Apesar disso, diz já ter "pistas" de sua vocação. "Penso em fazer medicina, engenharia ou mesmo direito. Cada uma em uma área [risos]. Vou decidir com o tempo", despistou.

A mãe de Raquel, a servidora do Judiciário e professora de direito da Uespi em Teresina, Lya Rachel Brandão, não esconde o orgulho com o sucesso da filha no Enem, e também admite que ficou surpresa com a aprovação. "Ela é muto boa aluna, gosta muito de ler, dedica-se muito. É bem calma, gosta de de passear, mas não é de sair. Sabia que ela ia passar em alguma coisa, mas não pensei que fosse conseguir em direito, talvez em outra área menos concorrida", disse.

A professora e diretora do Instituto Dom Barreto, Stela Rangel, explicou ao UOL que a escola sempre cobra muito dos alunos. "Nossos alunos têm uma carga horária muito boa e estão sempre estudando bastante. Em relação ao nível de cobrança, visamos a excelência e os nossos alunos correspondem", contou.

Nos últimos anos, o instituto piauiense tem se destacado como o melhor particular do Nordeste e um dos melhores do país, segundo os resultados do Enem por Escola. Em 2011, foi a segunda melhor média de escola privada do Brasil.

Para quem pensa em se dar bem no próximo Enem, a adolescente prodígio diz que, além de estudar muito, há outra fórmula. " A dica que dou é manter o foco. A gente precisa saber o que mente quer, qual o objetivo e se focar. Quando tiver cansado, lembrar desse foco, que é aquilo que se quer", explica.

Fonte: UOL

28 de jan de 2015

DIÁRIO DE UM ESTAGIÁRIO – APRESENTANDO GABRIEL HERNANDES

Enfim um novo ciclo se inicia hoje em minha vida, a arte de ser colunista, por sorte em um dos maiores blogs relacionados ao nosso amado Direito.

E é claro que esse post será muito mais sério do que os outros, afinal é o meu primeiro, aonde por dever, tenho que me apresentar sob pena de preclusão.

Nobres aspirantes a juristas, meu nome é Gabriel, tenho 21 anos, curso direito em São Paulo, sou natural de São José do Rio Preto – SP, o que logo de cara me acarretou apelido de Caipira, fiquem a vontade de me chamarem assim.

Como muitos de vocês já são fieis leitores das nossas colunas diárias, eu me apresento como o mais novo colunista do Diário de um Estagiário, ou como tenho costume de chamar, Diário do “Escraviário”.

E como experiência inicial gostaria de chamar atenção daqueles que assim como eu tem algum parente próximo no ramo da Advocacia, afinal pior do que ser estagiário em São Paulo em plena época de temporais, é ser estagiário em pleno calor de 40º graus no interior paulista pro pai rs rs rs.

Pois imagina você andando pra cima e para baixo de roupa social nessas condições? Por isso que tenho muito respeito aos nossos amigos do nordeste e interior, afinal não basta sair correndo para protocolar, tem que estar esse calor maldito? Ainda por cima chove no final do dia! Cai o mundo que só por Deus mesmo.

Lembro muito dos sorvetes e vitaminas que tomei com meus colegas entre uma diligência ou outra na Praça João Mendes. Isso quando não estávamos na CPTM indo pra Mauá, sem comentar do TRT na Barra Funda, o lugarzinho pra ser quente.

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Chega a transpirar mais que tampa de marmita de pedreiro no sol quente.

Mas hoje posso desfrutar do bom e velho ar condicionado e agua geladinha do estagiário interno, nada como chegar no 5º ano moçada, aonde o protocolo e as devoluções de cargas, acompanhados de 400 fotos diárias, sem contar os Agravos de Instrumentos de Banco, foram substituídos por imensas pilhas de processos com prazo vencendo e pendentes de correção do seu advogado tutor, até porque ai de você se não entregar dentro do prazo solicitado.

Isso quando comentamos que está calor e escutamos daqueles advogados mais velhos e ranzinzas, ou os “sábios” dizendo: “No meu tempo, estagiário não tinha lei não, eram 8 horas batida, sem intervalo, e não ganhava essa bica que vocês ganham não, muitas vezes não ganhávamos nada! Quantas vezes eu já faltei na aula pra trabalhar”, pobrezinhos eram todos na sofrenciaaaaaa, rs rs rs

Colegas escraviários, espero que se identifiquem com os meus textos, e deem boas risadas lembrando de suas histórias como estagiários.

As criticas serão bem vindas, e fiquem a vontade para dividirem opiniões e contarem suas experiências, com toda certeza serão lembradas aqui.

Data vênia” um grande abraço!

TKS!

DIÁRIO DE UMA DOUTORA–APRESENTANDO DAIANE LUZ

Primeiramente, um salve para Nação Fundística do blog mais divertido do mundo jurídico. Gostaria de dizer que estou feliz de voltar a escrever-lhes, não mais como Postulante à OAB, mas como detentora de uma carteirinha cor-de-rosa já pelo segundo ano consecutivo (sem morrer), e de um carnê (do baú) da anuidade do órgão de classe!

Segundamente, informo-lhes que “eu cresci” igual a Kelly Key (não gostosa como ela), mas continuo a mesma viciada em cerveja, bares, baladas, meu time de futebol e boas companhias, e, mesmo vivendo na Vida Loka, continuo apaixonada pelo Direito!

Muitos de meus pensamentos e ideias evoluiram também com o passar desses anos, entre acadêmica e advogada. Quando eu achava que o último ano de faculdade era o inferno na terra, é porque ainda não conhecia o primeiro ano depois da faculdade. Foi o inferno na terra acompanhado do Sr. Capeta arrancando minhas unhas com uma tesoura sem fio. Mesmo assim continuei (e continuo) firme.

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Lembrei-me que no discurso da minha colação de grau havia dito que éramos corajosos em termos escolhido o Direito, ou quem sabe de termos deixado que ele nos escolhesse. Nunca a frase que, em caligrafia dourada estampava o Núcleo de Prática Jurídica da minha Universidade fez tanto sentido: "A advocacia não é profissão para covardes". Sobral Pinto é nome dele!

Passei a admirar cada vez mais os advogados e advogadas do Brasil, que trabalham muito mais que 8 horas por dia, conciliam estudo com o trabalho, pois o advogado deve manter-se atualizado constantemente. Equilibram-se em 24 horas diárias para resolver o problemas dos outros e ao mesmo tempo os problemas pessoais. São muitas vezes mal remunerados pelo trabalho desempenhado, tal qual vemos todos os dias colegas que realizam as chamadas "diligências" por R$ 20,00 (vinte reais).

Passei, em verdade, a sentir orgulho da minha profissão, tanto quanto eu sentia de estudar Direito!

Assim, após o discurso melancólico e ao mesmo tempo orgulhoso, peço que continuem sendo gentis como sempre foram. Tentarei trazer-lhes textos mais adultos (+18), informativos, opinativos, alguns da experiência advocatícia e alguns sem sentido, mas todos com uma pitada cômica, sempre que puder, afinal, esse é o objetivo (dessaporrra) desse Blog Jurídico de Humor!

Terceiramente, a Vida é Loka e nela eu tô de passagem!

DaianeLuz

VOCÊ SABIA QUE OS “EVENTOS” NO FACEBOOK PODEM GERAR PROCESSOS PARA OS CRIADORES?

Os eventos falsos se espalharam pelo Facebook nos últimos meses.

Apesar de muitos deles terem teor humorístico, esse tipo de conteúdo, se ofensivo, pode gerar processos e indenizações por danos morais.

Segundo Gisele Arantes, advogada especialista em direito digital e sócia do escritório Assis e Mendes, informa que, com bom senso, é possível se manifestar nas redes sociais ou mesmo fazer brincadeiras.

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Leia a entrevista de INFO na íntegra a seguir.

Por que os eventos no Facebook podem gerar processos?

Gisele Arantes - Muitos eventos nas redes sociais são criados para manifestar ou criticar algum fato. Muitas pessoas compartilham aquilo e formam uma comunidade.

Até que ponto isso pode ou não? A Constituição Federal garante, protege a liberdade de expressão e a manifestação do pensamento.

Com isso, criar um evento nas redes sociais para expor opinião ou para fazer uma critica de forma “educada”, não constitui crime nem é passível de indenização.

Um exemplo que temos atualmente é a comunidade do “banho coletivo na casa do Alckmin”.

A princípio, imagina-se que as pessoas estão ofendendo dizendo barbaridades, mas não. O que acontece lá é que a página ganhou teor humorístico e até tornou-se um lugar em que as pessoas conversam sobre o assunto.

Percebe-se que elas não estão ali para ofender, mas para manifestar sua indignação por um determinado fato, a falta d'água, bem como o longo tempo que o governador levou para declarar o racionamento.

As pessoas cometem um crime ou passam a ser puníveis perante a lei quando elas excedem o direito de liberdade de expressão e manifestação do pensamento.

Fonte: Info

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