ÚLTIMA INSTÂNCIA:

O Brasil precisa de mais advogados e menos engenheiros?Clique e leia

ÚLTIMAS POSTAGENS

Ver mais artigos

02/10/2014

STF DIZ QUE GOOGLE NÃO É OBRIGADO A OMITIR PESQUISAS QUE LIGUEM XUXA À PEDOFILIA

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, negou seguimento à Reclamação (RCL) 15955, ajuizada pela apresentadora Maria da Graça Xuxa Meneghel, com a pretensão de restabelecer decisão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) que restringiu a exibição de suas imagens nas pesquisas do Google.

O ministro afastou a alegação dos advogados da artista de que o acórdão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que cassou a liminar que impunha a restrição teria violado a Súmula Vinculante 10 do STF.

Segundo os advogados, a 3ª Turma do STJ, ao dar provimento a recurso da Google Brasil Internet Ltda., teria afastado dispositivo de lei federal sem a instauração de incidente de inconstitucionalidade exigido pela reserva de plenário prevista no artigo 97 da Constituição da República, contrariando, assim, a Súmula Vinculante 10.

O ministro Celso de Mello, porém, destacou que o acórdão do STJ “não declarou a inconstitucionalidade das normas legais nele examinadas nem afastou, mesmo implicitamente, sua incidência”.

Para o relator, está claro que não houve ofensa ao artigo 97 da Constituição, pois o julgamento pela Turma do STJ “resolveu o litígio em face do ordenamento infraconstitucional” – Código Civil e Código de Defesa do Consumidor.

Assim, o ministro não verificou, na decisão, “a existência de qualquer juízo, ostensivo ou disfarçado, de inconstitucionalidade das normas legais”, considerando a reclamação “inacolhível”.

XUXA

O caso

Em 2010, a apresentadora ajuizou ação inibitória contra o Google para que a empresa “não mais apresentasse qualquer resultado para uma ‘pesquisa Google’ quando utilizada a expressão ‘Xuxa pedófila’ ou, ainda, qualquer outra que associasse seu nome a uma prática criminosa”.

O juízo da 1ª Vara Cível do Foro Regional da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro (RJ), concedeu a antecipação de tutela requerida. O TJ-RJ reformou parcialmente a liminar, restringindo-a apenas a algumas imagens apresentadas nos autos (“a que seria trucada, e outra que revela seminudez”, segundo o acórdão).

Ao julgar recurso especial do Google, o STJ cassou a decisão que antecipou os efeitos da tutela. Segundo o acórdão, “os provedores de pesquisa não podem ser obrigados a eliminar do seu sistema os resultados derivados da busca de determinado termo ou expressão, tampouco os resultados que apontem para uma foto ou texto específico”.

Ainda segundo o STJ, “não se pode, sob o pretexto de dificultar a propagação de conteúdo ilícito ou ofensivo na web, reprimir o direito da coletividade à informação”.

Uma vez que é possível identificar, pela URL da página que o veicula, o autor do ato ilícito e pedir a exclusão da página, a vítima desse conteúdo “não tem motivo para demandar contra aquele que apenas facilita o acesso a esse ato que, até então, se encontra publicamente disponível na rede para divulgação”.

JUIZ USA PORTUGUÊS REBUSCADO EM SENTENÇA E AO FIM ESCREVE: VÁ EM PAZ!

Longe de mim criticar juízes e tal, porque né, eu não sou bobo, além disso, eu sei da importância do trabalho destes valorosos senhores.

Mas eu não gosto de petição ou sentença cheia de palavras difíceis, pois eu acho que isso acaba afastando o Poder Judiciário do povo e isso não é bom.

Contudo, cada juiz tem um modo de escrever, de sentenciar e tal, e esta sentença mostra o modo que este nobre magistrado gosta de escrever.

01020304

Vá em paz!

UM DIA ANTES DO ORKUT ACABAR, BARRICHELLO GANHA AÇÃO QUE PEDE A RETIRADA DE CONTEÚDO OFENSIVO

O Orkut morreu oficialmente na terça, 30/9, segundo definiu a Google, mas, um dia antes, ou seja, dia 29, o Superior Tribunal de Justiça informou que a rede social vai custar R$ 200 mil em indenização ao piloto Rubens Barrichello. Desde 2006, ele reclama da criação de “perfis difamatórios” e de que não foi atendido quando pediu a remoção daqueles.

Ex-corredor da Fórmula 1, hoje na Stock Car, Barrichello pedia R$ 850 mil, além de outros R$ 50 mil cada vez que uma nova “comunidade ofensiva” fosse criada. “Em decisão unânime, a Terceira Turma entendeu que tal exigência traduziria uma espécie de censura prévia, cujo exercício não pode ser imposto ao Google”, informa o STJ.

barrichello-1

Segundo o relator do processo, ministro Paulo de Tarso Sanseverino, o provedor tem apenas a obrigação de disponibilizar mecanismos para que os usuários denunciem conteúdos ofensivos e de providenciar a retirada nesses casos. E lembra que a jurisprudência sobre a responsabilidade civil diz que eles não respondem objetivamente pela inserção de informações ilegais por terceiros nem podem ser obrigados a fazer controle prévio do conteúdo.

A redução na indenização pedida já fora indicada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Mas tanto lá como na análise pelo STJ foi entendido que a pena por danos morais seria devida uma vez que a Google teria recusado os pedidos do piloto, “com desprezo e com descaso”, de acordo informa Barrichello na ação, e mantido as comunidades ativas.

DIÁRIO DE UMA DOUTORA – VOCÊ TEM O DIREITO DE DEFECAR PELA BOCA?

Faaaaaaala, meuzamiguinho e minhazamiguinha! Tudo bem com vocês? Diante do que aconteceu no último debate dos presidenciáveis, não poderia deixar de me pronunciar a respeito. Mesmo que essa coluna, em tese, tenha o objetivo de ter um tom mais bem humorado e eu sempre prefiro que seja assim, o que houve não tem nada de engraçado, pelo contrário, é sério e fere não só a minoria que foi atingida, mas qualquer pessoa que entenda que um discurso que incite o ódio, explicitado em rede nacional, num dos canais mais assistidos do país, é um crime.

O lendário candidato que só pensava no aerotrem ao invés de saúde, educação, segurança ou qualquer outra coisa que o país realmente precise e que sempre me provocou risadas desde a infância, o Sr. Levy Fidelix, quando perguntado pela candidata Luciana Genro a respeito de seu posicionamento com relação aos direitos homoafetivos, simplesmente começou a “defecar pela boca”. Disse, em suma, que “aparelho excretor não reproduz", ligou a homossexualidade à pedofilia e, pra fechar com chave de ouro, incitou o ódio contra os homossexuais com as seguintes frases: “Vamos ter coragem! Nós somos maioria! Vamos enfrentar essa minoria”.

Aí a pergunta que eu faço: temos eu, você e o senhor Levy Fidelix o direito a defecar pela boca? Sim. Nós temos. A Constituição Federal defende a Liberdade de Expressão, direito fundamental e um dos pilares do Estado Democrático de Direito. Todos nós podemos externar nossas opiniões. E, aliás, entendo que tem gente que usa esse direito de forma exagerada, soltando seus julgamentos e cagando as suas regras sobre absolutamente tudo, sem que ninguém peça, na maioria das vezes. Mas, voltando ao assunto, podemos sim defecar pela boca e falar qualquer asneira que quisermos, porém, temos de estar cientes das consequências que tais atos podem trazer: a responsabilização civil e criminal.

Porém, acredito que a responsabilização civil e criminal é das menores consequências que um ato como o do presidenciável pode deflagrar. Vivemos num país homofóbico. Grande parte da população não aceita que pessoas do mesmo sexo convivam de forma amorosa e afetuosa. Dogmas religiosos, morais e filosóficos estão enraizados nas cabeças de muitos brasileiros e anos e mais anos de intolerância, juntamente com atos de discriminação, podem fazer com que discursos intolerantes como o que vimos, incitem mais ainda a violência contra essa minoria, que deve ser combatida, de acordo com o Leôncio do Pica Pau. Na cabeça desse tipo de gente fundamentalista e quadrada, é normal e até banal vermos homossexuais sendo agredidos ou mortos, afinal, ninguém mandou que eles escolhessem viver ao contrário do que a Lei de Deus prega e até colocarem a continuidade da humanidade em risco, já que não reproduzem (como se todos fôssemos obrigados a termos filhos).

unnamed

É sério demais o que houve naquele dia. E além de horrível, a fala desse senhor foi extremamente burra. Deu a entender que, caso os homossexuais não fossem combatidos, eles dominariam o mundo com a suas vontades. Pareceu também que todos os brasileiros poderiam ser obrigados a simplesmente "virarem gays", como se um homossexual tivesse o poder sobrenatural de transformar um "homem heterossexual de bem" num travesti devasso e sem nenhum tipo de pudor. Aliás, confesso para vocês, nutro um medo pelos "homens de bem". O que vem a ser um homem de bem? Todo e qualquer outro que fuja do padrão pré-estabelecido é um enviado do inferno e representante do mal na Terra?

Cadê o livre arbítrio, Sr. Levy? O senhor não tem controle sobre o final do seu órgão excretor? O senhor, assim como Silas Malafaia e Marcos Feliciano, tem medo de ser sodomizado e, o pior, gostar? O que vocês falariam para o seu eleitorado e para o "povo de Deus", hein?

Repito: o Sr. Levy Fidelix tem o direito de defecar pela boca sim. Só que considero mais importante que isso os homossexuais também gozarem de todos os direitos civis dos quais qualquer heterossexual goze. Por que ser contra o casamento gay? Isso vai mudar alguma coisa em sua vida? Você terá algum prejuízo? Algum direito seu será prejudicado? Alguém te obrigará a casar com uma pessoa do mesmo sexo? Não! Você continuará tendo a sua vidinha e coisa alguma será modificada para você. Mas, para essa minoria, que deve ser combatida (sempre importante lembrar), diversos benefícios dos direitos de família, sucessório e previdenciário serão assegurados e exercitados.

Como advogada que sou, vou sempre defender que qualquer pessoa possa emitir qualquer tipo de opinião, por mais esdrúxula que ela possa me parecer, porque a liberdade de expressão é sagrada, tanto quanto a vida. Vida essa que pode ser de um homossexual que deseje apenas ter uma convivência normal, pacata em sociedade e sem qualquer tipo de preconceito ou perseguição. Então, oh, conselho: você pode até defecar pela boca, mas antes disso, reflita se a merda que você pensa precisa ser mesmo externada. Se você achar que deve, boa sorte! Mas saiba das consequências das suas palavras. E, se você concluir que deve ficar em silêncio, parabéns! O mundo precisa de mais gente que fale menos merda.

Assinatura Carol

01/10/2014

PORRA DOUTOR - ADVOGADO ILETRADO NÃO SABE ESCREVER JUSTIÇA

Muitos dos erros que acontecem no mundo jurídico e que nós publicamos aqui no NED são atribuídos aos pobres e sofridos estagiários.

Mas todo mundo sabe que tem advogado por aí que faz muito mais besteira que estudante de Direito de primeiro período.

Esse caso abaixo, nós não sabemos quem foi, mas ó, advogado ou estagiário, só temos uma coisa a dizer:

Tu é burro pacaceta hein!

10710780_711526722251195_7313328679396672140_n

POLÍCIA CIVIL REGISTRA BOLETIM DE OCORRÊNCIA DE ESTUPRO POR PENSAMENTO

A Polícia Civil de São Paulo registrou um boletim de ocorrência de uma mulher que afirmou ter sido estuprada "por pensamento" por dois homens. Policiais da 3ª Delegacia de Defesa da Mulher, na Zona Oeste da capital paulista, pediram um exame psicológico da suposta vítima ao Instituto Médico-Legal (IML). O caso ocorreu em 18 de maio de 2011, mas só foi revelado publicamente nesta semana depois de o documento vazar na internet e gerar polêmica nas redes sociais.

Foram feitos comentários favoráveis e contrários à elaboração da queixa pela polícia. O G1procurou a assessoria de imprensa da Secretaria da Segurança Pública para comentar o assunto. A secretaria foi questionada sobre qual foi a conclusão do boletim de ocorrência, se a mulher realizou o exame e qual o seu resultado e onde ela se encontra atualmente.
Segundo a assessoria de imprensa da secretaria, "a delegada Luciana Martin de Oliveira Souza, titular da DDM, disse que em setembro de 2010 havia sido instaurado inquérito atendendo ofício do MP pedindo apuração dos fatos, que o inquérito foi relatado ao fórum central em abril deste ano e que a mulher não voltou com exame e não tem informações sobre o seu paradeiro".

Cópia do boletim obtida pelo G1 mostra que a suposta vítima voltou a procurar a delegacia, que fica no Jaguaré, por volta das 17h do dia 18 de maio. Lá, relatou a uma escrivã e a uma delegada ter sido violentada por dois homens que usaram a força da mente para abusar sexualmente dela sem tocá-la.

O relato da dona de casa está em três páginas do documento, registrado como “Boletim de Ocorrência de Autoria Conhecida”. Nele, estão os nomes da “declarante” e das “partes” (dois homens).

Trechos do BO de mulher que relata ter sido estuprada por pensamento - Nova (Foto: Reprodução / Polícia Civil)

Comparece a declarante noticiando que desde o dia seis do mês de junho do ano de 2010 vem sendo estuprada por pensamento por [...] e [...], ora partes”, escreveram no histórico do boletim as policiais que ouviram o depoimento da mulher, uma dona de casa de 39 anos, separada, que mora no bairro do Rio Pequeno.
A declarante alega que desde que conheceu [...], este lhe concentra (a declarante chama a relação sexual por pensamento de concentração). Declara que [...] mentaliza e possui o poder de lhe forçar ao ato sexual por pensamento sem lhe tocar”, informa a ocorrência.
Em outros trechos do boletim, a mulher contou que os supostos agressores mentais “não usam preservativo” e que o ato sexual lhe causa dores nos órgãos sexuais, pois “é cometido mediante violência e nenhuma das partes envolvidas é carinhosa durante as concentrações”.

Também há relatos de eram, segundo ela, as relações sexuais por pensamento, informando que os homens se revezavam e um deles “arrancava a sua roupa” e que “sempre tomava remédios, para não engravidar por pensamento”.

A mulher também afirmou que já fez outros boletins de ocorrência para relatar o mesmo fato e que chegou a procurar a Polícia Federal, que lhe orientou a ir para uma delegacia especializada.
Em seu depoimento, a suposta vítima ainda pede a prisão dos “concentradores” porque “pretende se dedicar a um convento, visto que se cansou do ato sexual e deseja se tornar freira”.

Ela também solicitou que um investigador morasse com ela para ela se sentir mais segura.
Após essa afirmação da mulher, os policiais escreveram na terceira página do boletim que foi “requisitado I.M.L / Psicológico para a declarante. Declaro que mediante Requisição do Ministério Público, já foi instaurado por esta especializada Inquérito Policial sob o nº 388/2010 para cabal apuração dos fatos”.

O G1 não conseguiu localizar a assessoria de imprensa do Ministério Público de São Paulo para comentar o assunto.

Ainda na última página do boletim, escrivão e delegado relatam que procuraram o filho e o irmão da mulher. O adolescente de 15 anos chama a mãe de “velha louca” e pergunta: “Será que vocês não percebem?”. O irmão contou que a dona de casa é sua irmã adotiva e que sempre teve problemas.

O G1 também localizou o irmão da mulher. “Ela é minha irmã adotiva, vivia com meu pai e ele faleceu no ano retrasado. Eu não tenho contato com ela e não quero ter contato. Ela é meio estranha. Há mais de 20 anos eu não convivo com ela. Ela deve ter problema psicológico”, disse o comerciante Iginio Gonzales Gestoso, de 59 anos, por telefone. Questionado se sabe onde a irmã está, ele informou: “Não sei e não quero saber”.

O G1 procurou as associações dos delegados e dos escrivães da Polícia Civil de São Paulo para opinar sobre o caso.

“Só quem faz um plantão sabe as agruras de um plantão. É um pronto-socorro social. Seria leviana de fazer análise. Boletim não criminal não gera nenhum efeito. O destino é o arquivo. Talvez tenha sido feito para preservar as pessoas acusadas. Tem que dar uma resposta imediata. É muito relativo, precisa de cautela antes de se fazer juízo de valor”, disse a delegada Marilda Pasonato, presidente da Associação de Delegados da Polícia Civil de São Paulo.

“Em 41 anos nunca vi isso. Eu não registraria, mas o escrivão só faz aquilo que o delegado pede”, disse o escrivão Oscar de Miranda, presidente da Associação dos Escrivães da Polícia Civil de São Paulo.

Fonte: G1

PRESIDENTE DA OAB/DF IMPUGNA INSCRIÇÃO DE JOAQUIM BARBOSA COMO ADVOGADO

O advogado Ibaneis Rocha entrou com impugnação ao pedido de inscrição do ex-ministro JB nos quadros da OAB/DF. Ibaneis, que também é presidente da seccional, mas que no caso agiu na qualidade de advogado, alega que JB infringiu o Estatuto da Advocacia. Veja abaixo a íntegra do pedido de impugnação.

De fato, em junho, às vésperas de sua saída do STF, ao indeferir o pedido de autorização de trabalho externo para José Dirceu, JB afirmou que a proposta de trabalho apresentada pelo escritório do advogado José Gerardo Grossi seria uma “mera action de complaisance entre copains”.

Por esse motivo, a OAB/DF realizou em 10/6 sessão de desagravo público a José Gerardo Grossi, tendo como agravante o ministro por ferir as prerrogativas profissionais do advogado. Nessa mesma sessão de desagravo, Ibaneis afirmou que se o ministro fosse pleitear a carteira da OAB/DF ele não a concederia.

Assim, chegada a hora, Ibaneis Rocha sustenta que Joaquim Barbosa não tem os requisitos necessários para a inscrição nos quadros da Ordem.

Caberá à Comissão de Seleção da OAB/DF decidir tanto sobre o pedido de inscrição de JB quanto a impugnação de Ibaneis. Em caso de recurso, caberá a decisão ao Conselho Pleno da Seccional, do qual o bâtonnier não poderá participar.

____________

EXCELENTÍSSIMO SENHOR PRESIDENTE DA COMISSÃO DE SELEÇÃO DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL, CONSELHO SECCIONAL DO DISTRITO FEDERAL

O desapreço do Excelentíssimo Sr. Ministro Presidente do Supremo Tribunal Federal pela advocacia já foi externado diversas vezes e é de conhecimento público e notório.”

Márcio Thomaz Bastos, Membro Honorário Vitalício do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, por ocasião do desagravo realizado em 10.06.2014 de que foi o orador.

IBANEIS ROCHA BARROS JUNIOR, brasileiro, casado, advogado inscrito na OAB/DF sob o n.º 11.555, vem à presença de V. Exa. propor IMPUGNAÇÃO ao pedido de inscrição originária formulado pelo Sr. Ministro aposentado JOAQUIM BENEDITO BARBOSA GOMES, constante do Edital de Inscrição de 19 de setembro de 2014, pelos fatos a seguir aduzidos.

Em 23 de novembro de 2006 o Requerente, na condição de Ministro do Supremo Tribunal Federal, atacou a honra de Membro Honorário desta Seccional, o advogado Maurício Corrêa, a quem imputou a prática do crime previsto no art. 332 do Código Penal, verbis : “Se o ex-presidente desta Casa, Ministro Maurício Corrêa não é o advogado da causa, então, trata-se de um caso de tráfico de influência que precisa ser apurado”, o que resultou na concessão de desagravo público pelo Conselho Seccional da OAB-DF (Protocolo nº 06127/2006, cópia em anexo).

Quando o Requerente ocupou a Presidência do Conselho Nacional de Justiça e do Supremo Tribunal Federal seus atos e suas declarações contra a classe dos advogados subiram de tom e ganharam grande repercussão nacional. Vejamos, segundo o clipping em anexo:

a) Em 19 de março de 2013, durante sessão do CNJ, generalizou suas críticas afirmando a existência de “conluio” entre advogados e juízes, verbis: “Há muitos [juízes] para colocar para fora. Esse conluio entre juízes e advogados é o que há de mais pernicioso. Nós sabemos que há decisões graciosas, condescendentes, absolutamente fora das regras”, o que resultou em manifestação conjunta do Conselho Federal da OAB, da Associação dos Juízes Federais (Ajufe) e Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB);

b) Em 08 de abril de 2013, sobre a criação de novos Tribunais Regionais Federais aprovada pela Proposta de Emenda Constituição nº 544, de 2002, apoiada institucionalmente pela Ordem dos Advogados do Brasil, afirmou o seguinte: “Os Tribunais vão servir para dar emprego para advogados…”; “e vão ser criados em resorts, em alguma grande praia…”; “foi uma negociação na surdina, sorrateira”; o que redundou em nota oficial à imprensa aprovada à unanimidade pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil;

c) Em 14 de maio de 2013, também em sessão do CNJ, o então Ministro-Presidente afirmou, em tom jocoso, que: “Mas a maioria dos advogados não acorda lá pelas 11h mesmo?” e “A Constituição não outorga direito absoluto a nenhuma categoria. Essa norma fere o dispositivo legal, ou são os advogados que gozam de direito absoluto no país?”, o que foi firmemente repudiado por diversas entidades da advocacia, notadamente pelo Instituto dos Advogados de São Paulo, pelo Movimento de Defesa da Advocacia, pela Associação dos Advogados de São Paulo e pela Diretoria do Conselho Federal da OAB;

d) Em 11 de março de 2014 o Requerente votou vencido no Conselho Nacional de Justiça contra a isenção de despesas relativas à manutenção das salas dos advogados nos fóruns. Na oportunidade, criticou duramente a Ordem dos Advogados: “Precisa separar o público do privado. Que pague proporcionalmente pela ocupação dos espaços. Não ter essa postura ambígua de ora é entidade de caráter público, para receber dinheiro público, ora atua como entidade privada cuida dos seus próprios interesses e não presta contas a ninguém. Quem não presta contas não deve receber nenhum tipo de vantagem pública”; o que também resultou em nota da Diretoria do Conselho Federal da OAB; e,

e) Em 11 de junho de 2014, numa das últimas sessões do Supremo Tribunal Federal que presidiu, o Requerente “expulsou da tribuna do tribunal e pôs para fora da sessão mediante coação por seguranças o advogado Luiz Fernando Pacheco, que apresentava uma questão de ordem, no limite de sua atuação profissional, nos termos da Lei 8.906”, conforme nota de repúdio subscrita pela diretoria do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil.

Por fim, em 10 de junho de 2014, este Conselho Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal concedeu novo desagravo público, desta feita ao advogado José Gerardo Grossi, atingido em suas prerrogativas profissionais pelo então Min. Joaquim Barbosa em decisão judicial assim lançada: “No caso sob exame, além do mais, é lícito vislumbrar na oferta de trabalho em causa mera action de complaisance entre copains, absolutamente incompatível com a execução de uma sentença penal. (…) É de se indagar: o direito de punir indivíduos devidamente condenados pela prática de crimes, que é uma prerrogativa típica de Estado, compatibiliza-se com esse inaceitável trade-off entre proprietários de escritórios de advocacia criminal? Harmoniza-se tudo isso com o interesse público, com o direito da sociedade de ver os condenados cumprirem rigorosamente as penas que lhes foram impostas? O exercício da advocacia é atividade nobre, revestida de inúmeras prerrogativas. Não se presta a arranjos visivelmente voltados a contornar a necessidade e o dever de observância estrita das leis e das decisões da Justiça” (Processo nº 07.0000.2014.012285-2, cópia em anexo).

Diante disso, venho pela presente apresentar impugnação ao pedido de inscrição originária formulado pelo Sr. Ministro aposentado JOAQUIM BENEDITO BARBOSA GOMES, constante do Edital de Inscrição de 19 de setembro de 2014, pugnando pelo indeferimento de seu pleito, que não atende aos ditames do art. 8º da Lei nº 8.906/94 (Estatuto da Advocacia e OAB), notadamente a seu inciso VI, pelos fundamentos já expostos.

Nestes Termos,

Pede Deferimento.

Brasília/DF, 26 de setembro de 2014.

IBANEIS ROCHA BARROS JUNIOR

OAB/DF n.º 11.555

Fonte: Migalhas

ADVOGADO POSSUI A MAIOR COLEÇÃO DE ITENS DO HARRY POTTER

Menahem Asher Silva Vargas, um advogado de 37 anos da Cidade do México, empunha varinha e usa óculos retirados de sua coleção de itens do Harry Potter.

Até aí tudo normal para um fanático pela saga do bruxo mais famoso do cinema, porém o fanatismo do advogado vai mais além.

Asher conta que após ler o primeiro livro não parou mais, começou a comprar tudo que se relacionava com Harry Potter e hoje que conquistou a marca de maior coleção do mundo. São mais de 3.000 itens entre figurinos, varinhas, adesivos, roupas e acessórios

HP

Recentemente o advogado recebeu das mãos de Johanna Hessling, da organização Guinness World Records, entrega do certificado reconhecendo a sua coleção de itens do Harry Potter como a maior do mundo.

É uma grande honra para mim, disse o nobre doutor

Receba por e-mail

Organizações N.E.D.: Não Entendo Direito - Entendo Direito - Desenvolvido por Templateism