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02/09/2014

TODO PROFISSIONAL DEVERIA FAZER UMA PROVA PARA MOSTRAR QUE ESTÁ APTO PARA O TRABALHO

Já dizia o velho deitado que o mundo é duro pra quem é mole e assim muita gente reclama que o curso de Direito é injusto pois depois de estudar por 5 anos você ainda tem que ficar se matando para passar em uma prova que vai medir seus conhecimentos (ou não).

Mas ó que poderia ser pior, você poderia ter escolhido a carreira jornalística, que nem precisa de diploma e fazer uma matéria desse tipo aqui ó:

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Mano, eu queria saber como foi que o pessoal do jornalismo chegou a conclusão de que nos bares existe usuários de bebida alcoólica…

Gênios!!!!

FUNCIONÁRIA QUE SE RECUSOU A MENTIR PARA CLIENTE É INDENIZADA EM 50 MIL REAIS

Uma funcionária da Vivo deve receber R$ 50 mil de indenização por danos morais após ser demitida pela empresa. A sentença foi dada pela 3ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região do Rio Grande do Sul.

Segundo o TRT, ela foi motivo de chacota e xingamentos dos colegas após se recusar a mentir para clientes que queriam comprar planos pré-pagos de celular.

A funcionária teria sido orientada a falar que o sistema pré-pago estava fora do ar, porque o objetivo da empresa seria focar as vendas em planos pós-pagos.

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De acordo com o tribunal, ela desenvolveu transtornos psíquicos devido à situação.

Os desembargadores da 3ª Turma definiram a atitude da Vivo como assédio moral e disseram que a medida violou a liberdade de consciência da empregada, ao forçá-la a praticar conduta contrária a sua convicção pessoal.

Em nota à Folha, a Vivo informou que "cumpre a legislação em vigor e irá interpor Recurso de Revista ao Tribunal Superior do Trabalho visando a modificação da decisão".

Fonte: Folha

DIÁRIO DE UM ESTAGIÁRIO – A CULPA É MINHA E EU COLOCO ELA EM QUEM EU QUISER

Olá belíssimos abiguinhos (estou fanha), não é que a macumba das inimigas funcionou minha gente!! Passei a semana toda de arrasto, dando em média setenta espirros por minuto, o ranho caindo sobre os processos, mesmo assim, trabalhei feito mula, não é fácil essa vida de empreguete, tirar pó, varrer, fazer chá, remeter processo, despachar, juntar petição, ter que ensinar a estagiária nova e continuar levando as chibatadas diárias. Mas para o desespero das inimigas: eu estou mais bela e magra.

Como se já não bastasse levar a culpa das estrelas, a culpa do Chaves, a culpa por ter quebrado algo, a culpa por tudo que der errado, a culpa por ser estagiário, e a culpa por simplesmente existir, agora temos que nos submeter as câmeras do reality show que é o estágio, afinal, estagiário não pode ter uma vida sociável! Bons tempos quando você podia acessar os sites da China, as redes sociais, baixar filmes, dar uma olhadinha no melhor blog desse universo inteirinho, NED <3, e conversar com os colegas do quilombo no msn jurídico, o pandion, sem ser vigiado, bons tempos...

Eu batendo um papo com a minha companheira de senzala pelo pandion, trocando informações sobre um processo bafônico que apareceu e atualizando a TV Fama de São Joaquim, batendo um papo profissional, bem de boa, quando minha companheira precisa se ausentar por alguns minutinhos. Assim que ela retorna minha gente, nossa conversa produtiva estava sendo lida descaradamente, como se fosse minha coluna, famosa e pública, afinal, assunto de estagiário deve gerar muita curiosidade e polêmica!! Se fosse um estagiário... “CORTEM AS CABEÇAS!!!” Mas obviamente, a culpa não foi de quem estava lendo as conversas senzalísticas, e sim da estagiária, que deixou o pandion “aberto”.

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Esses dias estávamos com um problema interno no funcionamento do SAJ, vivia travando, estava mais lento que o normal, e nada de resolver! O Enio, T.I já estava surtando, com tantas reclamações, quando descobriu que a internet estava estilo “Barrichello” porque estavam usando algo que extrapolava o “normal”, as investigações começaram. Missão solucionar o problema: foi cumprida com sucesso! Mas qual é a dúvida, que os primeiros computadores a serem investigados, foram os ocupados por nós, estagiários? Eu já estava ficando bem atacada, já estava quase de luto por não poder fazer minhas comprinhas da China pesquisas e acessar as jurisprudências. Graças ao grande Goku, o motivo era os filmes que estavam baixando, e adivinhem? Não era um estagiário!! Ah, já saí sambando por não ter levado a culpa por essa! Ninguém mais tocou no assunto, se fosse um estagiário? 500 chibatadas no tronco e adeus estágio remunerado.

Um dos meus poetas preferidos, Homer Simpson já dizia: “A culpa é minha e eu coloco ela em quem eu quiser”. Depois de ter que corrigir tantos processos, levar a culpa que nem era TÃO minha, eu aprendi que se levar a culpa mais uma vez (leia-se sempre), eu coloco ela na estagiária nova, afinal, a culpa é minha né?

Quero mandar um beijo no tum tum das minhas amigas Luize, (que me sugeriu a imagem de hoje) e outro pra Sabrina, que compartilhou comigo essas histórias! (estagiárias competentíssimas) Pri, beijo pra você também bela!!

Gente bonita, até semana que vem. Que tenhamos uma semana iluminada, cheia de boas energias, aquele beijo de pão de queijo!

Tais

01/09/2014

O QUE É ISSO MERITÍSSIMO? - O PROCESSO TÁ ALI NO CHÃO!

A gente sabe que falta estrutura para todo o poder judiciário, o pessoal dos cartórios se desdobra pra conseguir cumprir todas as ordens.

Mas mesmo assim é difícil, afinal eles tem que trazer grampeador de casa, caneta e sei de casos que o pessoal tem que fazer “vaquinha” pra comprar tinta para a impressora.

Tudo isso são questões “pequenas” e que podem ser solucionadas, agora quando o problema é falta de espaço, não dá pra transferir a responsabilidade para os servidores e aí, como eles não são obrigados a pagar aluguel de um lugar maior, e já não tem mais espaço pra colocar os processos, eles fazem o quê?

SIMPLES.

COLOCAM O PROCESSO NO CHÃO E INFORMAM ISSO NO SISTEMA!

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OS 15 ADVOGADOS MAIS PODEROSOS DO BRASIL

Se todos têm direito à defesa, logo todos têm direito a um advogado. A depender do tamanho da conta bancária do cliente, é possível ter os melhores à disposição. A revista GQ consultou os mais tradicionais escritórios brasileiros* para saber quem são os advogados mais renomados, reconhecidos e poderosos do país, em seis áreas do direito.

(*Os escritórios consultados foram Trench, Rossi e Watanabe; Demarest; Pinheiro Neto;
Machado, Meyer, Sendacz e Opice; Levy & Salomão; Leite, Tosto e Barros; Duarte Garcia, Caselli Guimarães e Terra; Martinelli; e Silveira, Athias, Soriano de Mello, Guimarães, Pinheiro e Scaff.)

Márcio Thomaz Bastos
Penal

Márcio Thomaz Bastos (Foto: GQ)

No início dos anos 2000 Thomaz Bastos já ostentava a fama de ser um dos mais renomados criminalistas do Brasil. Já defendeu o bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus, e o médico Roger Abdelmassih, condenado a 278 anos de prisão por ter abusado sexualmente de clientes de sua clínica de fertilização. Também acusou os assassinos do seringueiro Chico Mendes, Darly e Darcy Alves Ferreira, e o algoz de Sandra Gomide, o jornalista Antônio Pimenta Neves – atuou como assistente da promotoria em ambos. Em 2003, sua extensa biografia foi ampliada ao assumir o Ministério da Justiça. Desde então, boa parte da cúpula petista, a começar pelo ex-presidente Lula, não dá um passo sem consultá-lo. A proximidade com a política rendeu-lhe a condição de um dos advogados mais bem pagos do país. Prova disso é a aquisição da sede própria do escritório que mantém com dois sócios, um andar inteiro de um prédio de alto padrão na Avenida Faria Lima, em São Paulo, por  R$ 2,8 milhões. Especula-se que só a defesa do bicheiro Carlinhos Cachoeira tenha custado R$ 15 milhões em honorários. De homicidas a bicheiros, Bastos, hoje com 79 anos, costuma dizer que só recusa casos de acusados de crimes violentos contra crianças.

Pierpaolo Cruz Bottini
Penal

Pierpaolo Cruz Bottini (Foto: GQ)

Desde o fim de 2012, o jovem advogado Bottini pode exibir em seu currículo o feito de ter conseguido a absolvição de seu cliente, o ex-deputado Professor Luizinho (PT-SP), no ruidoso processo do mensalão. Com um detalhe: foi o único dos poucos réus que escaparam da condenação com o voto favorável do implacável relator da ação e presidente do Supremo, Joaquim Barbosa. Para Pierpaolo, o mensalão pode ser considerado um divisor de águas em sua carreira de criminalista. “Teve gente que assistiu à minha sustentação pela TV Justiça e me ligou para me contratar”, conta. O trabalho foi árduo. Na véspera do início do julgamento, o advogado costumava colocar o filho, de apenas 6 meses, sentado no sofá para treinar o que diria aos 11 ministros no plenário do tribunal – a ponto de muitos acreditarem que a primeira palavra do menino seria “mensalão”. Apesar do êxito de sua atuação, a carreira do criminalista de 37 anos é recente. Começou logo após sua saída do Ministério da Justiça, junto com seu mentor, Márcio Thomaz Bastos. Pelas mãos do então ministro da Justiça foi levado a integrar a equipe do primeiro mandato do governo Lula. De tão jovem, o time montado pelo ex-ministro foi apelidado de “berçário de Thomaz Bastos” na Esplanada dos Ministérios.

Francisco Müssnich
Operações financeiras

Francisco Müssnich (Foto: GQ)

Os últimos meses na vida de Müssnich foram de muito trabalho. Seu escritório foi escolhido pelo Comitê Organizador Local da Copa, o que o colocou à frente de todas as questões jurídicas do segundo maior evento esportivo do mundo. Qualquer contrato do COL – até a compra de material de escritório – passou pelo escritório. Antes da Copa, ele já havia atuado para a CBF e seu ex-presidente, Ricardo Teixeira. Aos 59 anos, é conhecido por ser um solucionador de problemas e por ter participado de alguns dos mais ruidosos negócios ocorridos no Brasil. Um deles foi com André Esteves, o banqueiro que em 2006 vendeu o Banco Pactual para o suíço UBS por US$ 3,1 bilhões e três anos depois o recomprou por US$ 2,5 bilhões. "Não adianta ser competente, tem que ter estrela, como o Esteves”, diz. Ele também atuou na venda da Brasil Telecom, em 2008. Durante cinco dias, chegou a tomar banho no escritório do cliente e foi para
casa só duas vezes. “Me considero um workaholic, mas tento fazer disso uma coisa prazerosa."

Arnoldo Wald
Cível

Arnoldo Wald (Foto: GQ)

Todo mundo conhece alguém que tenta recuperar parte dos rendimentos da poupança perdida durante os planos econômicos das décadas de 80 e 90 na Justiça. Afinal, são 400 mil processos em todo o país e uma conta de R$ 150 bilhões a ser paga pelos bancos, caso os poupadores saiam vitoriosos. O que poucos sabem é que, na outra ponta da maior disputa judicial em andamento no país, está Arnoldo Wald. O advogado, de 81 anos, defende a Confederação Nacional do Sistema Financeiro (Consif) na ação que corre no Supremo e que dará a palavra final sobre a validade da correção das cadernetas, feita por um índice abaixo da inflação. A correção da poupança é certamente o maior caso em que Wald atua, mas ações bilionárias não são exatamente uma novidade para ele. Apenas um de seus clientes – a Varig – pleiteia no Supremo uma indenização de R$ 6 bilhões da União pelos prejuízos causados pelo congelamento de preços das passagens aéreas durante os anos 80 e 90.

Jairo Saddi
Contratos comerciais

Jairo Saddi (Foto: GQ)

Foi na década de 90, em meio à crise que levou vários bancos à falência, que Saddi recebeu o telefonema de um banqueiro perguntando se estava indo almoçar. Já no restaurante, o cliente disse que não havia jantado no dia anterior e não tinha dinheiro para o almoço. “Todos os seus bens estavam bloqueados pela Justiça.” Saddi pagou a conta do hoje ex-banqueiro, um dos muitos com quem conviveu na carreira. Pelas mãos do advogado já passaram 40 liquidações de bancos, a maior delas envolvendo R$ 2,7 bilhões. Somente no caso do falido Banco Santos, Saddi representa clientes com R$ 1 bilhão a receber. Especialista em direito bancário, autor de nove livros e presidente do conselho da escola Insper Direito, ele já atuou para todos os grandes bancos do país. Daí porque coleciona histórias curiosas como a do almoço pago ao banqueiro falido. Ou quando foi padrinho do casamento do maior credor de um banco com a filha do ex-banqueiro devedor. O relacionamento começou no auge do litígio e ainda resultou em um acordo entre credor e devedor.

Édis Milaré
Meio ambiente

Édis Milaré (Foto: GQ)

Até agora a Justiça contabiliza 23 ações civis públicas abertas contra a construção de Belo Monte, a terceira maior usina hidrelétrica do mundo. Em todas elas, o consórcio Norte Energia, responsável pela obra, conta com a experiência de Édis Milaré na defesa do projeto. Aos 70 anos, ele é um dos mais reconhecidos advogados da área de meio ambiente do Brasil – além de Belo Monte, atua para Vale,  Suzano e Camargo Corrêa. Mas nem sempre foi assim. Milaré passou boa parte de sua carreira do outro lado do balcão, como promotor do Ministério Público de São Paulo. Lá, foi o responsável pela proposição da primeira ação civil pública destinada a ressarcir, aos cofres públicos, os prejuízos causados por danos ambientais provocados por empresas, ainda em 1983. A ação, aberta contra uma empresa que asfaltava a recém-construída estrada Rio-Santos e, na explosão de uma pedreira, acabou atingindo um duto da Petrobras, espalhando óleo pelos cursos d’água e manguezais da região de Bertioga, não deu em nada. Mas inaugurou uma nova era para o Ministério Público de todo o país, que passou a atuar também na defesa do meio ambiente. Em 1995, Milaré deixou o MP e passou a advogar. "Estou em outra posição, mas sem trair meus princípios", diz o advogado, que garante não serem poucos os trabalhos que recusou em sua carreira. "A primeira pergunta que faço é: você está disposto a resolver o problema?"

Marcelo Ferro
Cível

Marcelo Ferro (Foto: GQ)

Entre seus clientes estão nada menos do que cinco das maiores construtoras do país: Camargo Corrêa, Queiroz Galvão, OAS, Andrade Gutierrez e Odebrecht. No caso da Odebrecht, Ferro advoga para várias empresas do grupo e frequenta a casa da família baiana – embora isso se deva mais a uma relação de parentesco (seu irmão é casado com uma irmã de Emílio Odebrecht). Não é o caso da amizade com Abílio Diniz, ex-dono do Grupo Pão de Açúcar e presidente do Conselho de Administração da Brasil Foods. Foi Ferro quem defendeu Diniz na disputa com Arthur Sendas, então dono do Grupo Sendas, que se associou ao Pão de Açúcar em 2003. Os dois ícones do varejo brasileiro se engalfinharam numa disputa societária em 2007 que culminou na venda do Sendas ao grupo paulista em 2011. Na época, Diniz achou Ferro jovem demais (hoje tem 50 anos). Depois do litígio, nunca mais largou o advogado, acionado em todas as disputas que patrocina. Entre elas, o litígio com a ex-dona do Ponto Frio, Lily Safra. "Em matéria de briga, sou advogado do Abílio."

Sérgio Bermudes
Cível

Sérgio Bermudes (Foto: GQ)

Qual é o pior cliente que um advogado pode ter? Hoje, certamente, um deles é Eike Batista, que sonhava ser a pessoa mais rica do mundo em 2015 e, no ano passado, perdeu US$ 28,8 bilhões, tornando-se um devedor. Pois Bermudes, de 68 anos, é quem tem a árdua tarefa de auxiliar o empresário a equacionar suas dívidas e sair do buraco. O advogado é o responsável pelo pedido de recuperação judicial da OGX, empresa de petróleo de Eike Batista que em 2008 fez uma das maiores ofertas de ações da história da bolsa de valores brasileira, captando R$ 6,7 milhões, e que, em outubro do ano passado, informou ao mercado que não pagaria suas dívidas. Com isso, no entanto, o advogado não se preocupa. Ele conta que já foi pago com rapadura pela mãe de um rapaz que não tinha dinheiro para bancar a defesa e com sonhos recheados de camarão, feitos por uma cliente desalojada de sua casa. Mas diz que, de cliente abastado, nunca levou calote. “Os ricos sempre me pagaram, graças a Deus!”

José Roberto Opice
Operações financeiras

José Roberto Opice (Foto: GQ)

Se hoje a Ambev é a empresa brasileira com maior valor de mercado, superando os US$ 110 bilhões, parte desse sucesso deve-se a Opice, sócio do Machado Meyer, Sendacz e Opice Advogados, um dos maiores escritórios do país. Foi ele quem orquestrou, em 2004, a fusão da companhia com a belga Interbrew, que culminou na criação da maior fabricante de bebidas do mundo. Nada na operação foi fácil, conta o advogado responsável pela primeira união de uma gigante brasileira com uma estrangeira. O grau de dificuldade de uma operação desse porte é enorme, mas não chega a ser novidade para Opice. Ele foi um dos principais advogados do consórcio de empresas contratado pelo governo em 1997 para moldar a venda da Vale. Isso em um momento em que privatização era palavrão e gerava enorme polêmica. “Foi muito dramático”, diz. A dedicação fora do comum e o intenso ritmo de trabalho era costume. No mesmo ano, participou da venda do Bamerindus ao HSBC. “Criamos um banco em 24 horas”, conta. A última grande operação em que atuou – a venda do Grupo Ipiranga por R$ 4 bilhões – rendeu-lhe um problema na coluna. Aos 68 anos, Opice tem hoje uma rotina mais leve e já prepara sua aposentadoria, que deve ocorrer em dois anos. “O advogado de negócios tem um limite de idade.”

Nelson Eizirik
Contratos comerciais

Nelson Eizirik (Foto: GQ)

Menos de uma semana antes do anúncio da fusão entre o Itaú e o Unibanco, em 3 de novembro de 2008, um pequeno grupo de advogados foi chamado para redigir e revisar os contratos que criariam o maior banco do Hemisfério Sul. Entre eles estava Nelson Eizirik, hoje com 64 anos, um dos maiores especialistas brasileiros em sociedades anônimas, posição que disputa com seu sócio, Modesto Carvalhosa, ambos titulares da banca Carvalhosa e Eizirik Advogados. Ele conta que a fusão foi feita em apenas um fim de semana. Nesse período, ficou à disposição das famílias Moreira Salles e Setubal para finalizar o negócio, engendrado em completo sigilo ao longo de meses, sempre em reuniões na mansão de um dos executivos do Itaú, que ganhou o codinome de “hotel” para evitar o vazamento da operação. Autor de 20 livros e ex-diretor da Comissão de Valores Mobiliários, Eizirik, acostumado a lidar com as mais complexas questões societárias, diz que a união dos dois concorrentes foi tranquila. “Foi tão pacífico que não tinha quase nada para fazer.”

José Luís de Oliveira Lima
Penal

José Luís de Oliveira Lima (Foto: GQ)

Aos 47 anos, Oliveira Lima tornou-se um dos criminalistas mais requisitados do país durante o mensalão. É de Juca, como é chamado, a defesa do réu mais importante do processo: José Dirceu. O ex-chefe da Casa Civil de Lula chegou a ele por indicação de seu tio, o criminalista José Carlos Dias, ex-ministro da Justiça de FHC. Em 2006, quando o Ministério Público ofereceu denúncia à Justiça acusando um esquema de compra de votos no Congresso, Dirceu procurou Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, para se aconselhar. Diante do viés político do caso, Kakay recomendou contratar um advogado próximo aos tucanos – e indicou José Carlos Dias. Já comprometido com a defesa do Banco Rural no processo, o tio indicou Juca. Foi um salto em sua carreira, mas também sua maior derrota. “É inegável que foi uma derrota, e sofro com ela”, admite. Hoje amigo de Dirceu, Juca o visita na prisão pelo menos uma vez por semana e diz que o momento mais difícil foi ter que entregá-lo na cadeia. “Nunca tinha passado por isso.”

Carlos Ari Sundfeld
Infraestrutura

Carlos Ari Sundfeld (Foto: GQ)

Qualquer brasileiro com mais de 35 anos se lembra da patética situação de ter que entrar numa fila para comprar uma linha telefônica e aguardar anos até ser contemplado. Se hoje bastam apenas alguns dias para viabilizar isso, boa parte do mérito é de Sundfeld. O advogado é o autor da Lei Geral de Telecomunicações, em vigor desde 1997, que permitiu a privatização da Telebras, a abertura do mercado e a criação da primeira agência reguladora do país, a Anatel. A missão de reformular a lei foi dada pelo já falecido Sérgio Motta, o ministro das Comunicações de FHC, com um pedido especial para que dispensasse a Anatel de fazer licitações, o que contrariaria a Constituição. A resposta do jurista foi a criação do pregão, mecanismo inédito que, de tão eficiente, foi estendido a todo o governo pouco tempo depois. Aos 53 anos e do alto de sua sabedoria sobre o setor de telecomunicações, Sundfeld parece não usufruir de sua criação: “Não tenho celular e nem sei de cor o telefone de casa”.

Arnaldo Malheiros Filho
Penal

Arnaldo Malheiros Filho (Foto: GQ)

Se existisse um top of mind para classificar os criminalistas mais lembrados, Malheiros Filho estaria, sem dúvida, no topo da lista. Considerado um dos melhores do país, o advogado já defendeu Paulo Maluf, Orestes Quércia e Fernando Henrique Cardoso, além do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, para quem advoga no processo do mensalão. Como advogar para personagens tão diversos e controversos? “Tendo uma atitude profissional e nenhum envolvimento com a política”, diz ele. Apesar da quantidade de políticos no portfólio de clientes, é no meio empresarial e financeiro que o advogado se sobressai. Defendeu a já falecida Eliana Tranchesi, a ex-dona da butique de luxo Daslu, presa em 2005 por sonegação fiscal na ruidosa Operação Narciso, realizada pela Polícia Federal, e o banqueiro Edemar Cid Ferreira, o ex-dono do falido Banco Santos. Hoje Malheiros tem seu ganha-pão defendendo clientes abastados, mas nem sempre foi assim. Ele conta que certa vez recebeu indicação por um juiz para defender um réu que, abordado por quatro policiais, atirou em todos e acabou preso com 30 quilos de maconha. Ao visitá-lo no Carandiru, o cliente disse que na verdade tinha 60 quilos da droga, e que a outra metade, escondida, seria do advogado se ele o tirasse da prisão. Malheiros acabou saindo do caso.

Fonte: Revista GQ

DIÁRIO DE UM ESTUDANTE – EU QUERIA TER MAIS TEMPO PRA FAZER MINHAS COISAS

Olá galera,

Bom essa semana passou muito rápido, só fui para a aula dois dias, na quarta feira fiz uma pequena cirurgia na orelha, e não foi plástica, não que não tenha vontade, ou já não tenha feito no nariz, dentre outras, já fiz, e acho que se você está descontente com algo, deve fazer sim, mas a minha foi por outros motivos.

Tentei assistir aula na sexta feira, porem estava com bastante dor, como estavam pintando a empresa onde eu trabalho durante o dia, e tenho alergia da tinta, fiquei muito mal a noite, com falta de ar e afins, fiquei na sala o máximo que aguentei, só na primeira aula, depois tive que ir embora.

Na sexta nosso professor de Direito Administrativo atrasou, a aula começa às 19:05h ele chegou às 19:50h, estava de plantão na delegacia, e teve alguns problemas, ele já chegou com todo gás, com algumas (25) questões para que respondêssemos em sala valendo ponto, como ele atrasou, ficaram poucos alunos na sala, então ele nos ajudou a responder as questões sobre improbidade administrativa, cada um ia respondendo uma questão e ele dizia se estava correta ou incorreta, e foi tirando todas as nossas dúvidas, foram os 40 minutos mais produtivos do semestre até agora.

TEMPO

Com a graça do Santo Expedito (santo das causas impossíveis) consegui adiantar 3 peças que devo entregar essa semana, e as outras consegui ajuda para fazer, agora preciso começar a assistir as 20 audiências e fazer os relatórios de cada uma, estive conversando com o professor responsável pela semana jurídica da nossa faculdade, e fiquei bastante empolgado em saber que teremos como palestrante Fernando Capez que sou fã, e novamente do Edilson Mougenot Bonfim, que fez uma incrível palestra no ano passado, entre outros.

No estágio essa semana, tivemos uma audiência com um cliente, que é deficiente mental, era sobre alimentos que serão descontados do benefício que ele recebe do governo, como ele tem deficiência mental, ele é curatelado pela mãe, que tem 90, não consegue falar direito, é analfabeta e chegou numa cadeira de rodas, se não fosse trágico, seria cômico.

Finalizo a coluna dessa semana no hospital, minha vó passou mal e estou aqui com ela.

Aproveito para deixar um enorme beijo para minha amiga Letícia, que está indo passar uma temporada em New Jersey e New York, me mande muitos presentes, obrigado, de nada.

Espero que esse semana que se inicia hoje seja sensacional para todos nós!

Grande abraço, até a próxima.

Assinatura Willian

29/08/2014

DIÁRIO DE UM CONCURSEIRO – EU NÃO MEREÇO SER PRESSIONADA

Oi de novo, povo lindo do meu coração! Estava eu aqui me contorcendo na cadeira enquanto tentava desesperadamente escrever essa coluna, já que, definitivamente, hoje eu realmente não estou inspirada. E isso tem um motivo: tinha que fazer essa coluna aqui, e eu não faço nada direito sob pressão.

Aproveitando a deixa, resolvi então falar de uma coisa que todo concurseiro dos bons (e principalmente dos ruins) conhece bem: pressão! E se você também é um desocupado estuda para concurso, não se preocupe que você não está livre dela.

Semana passada, na minha coluna de apresentação, resolvi abrir meu coração e dizer dos 30 concursos que reprovei prestei. Como quem mais me lê aqui são outros concurseiros, imaginei que todo mundo iria me oferecer um ombro amigo... Ao invés de ombro amigo, ficou todo mundo rindo de mim (inclusive eu).... Daí resolvi me aproveitar disso para dizer pra você o que com certeza você diz para os outros: passar em concursos não é tão fácil como se imagina... Mas antes, minha dignidade exige que eu lhe esclareça que eu não reprovei no último concurso que fiz no Pará... porque ele foi anulado no dia que a coluna passada foi ao ar... então faça o favor de me deixar com uma reprovação de crédito aí na sua lista...

Mas tem mais uma coisa que precisamos esclarecer aqui: não é porque alguém reprova em trocentos concursos que esse alguém é burro. É possível ser burro sem reprovar em nenhum concurso (é só não fazer), da mesma forma que é possível ser inteligente e não passar em nenhum (novamente, é só não fazer). Conheço muita gente boa que até hoje não passou nem no teste do pezinho. Mas como eu sou sincera, já lhe digo que eu faço parte de uma terceira categoria: os que além de retardados, não passam nem no exame de vista.

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Eu prestei meus primeiros concursos quando estava no primeiro semestre da faculdade de Direito. Eu não sabia nem o que era Direito e muito menos concurso público (na verdade, acho que até hoje ainda não sei). Mas sabia que o salário era bom, então como eu não posso ver dinheiro tenho um sonho de infância de trabalhar em benefício da coletividade, fiz... a concorrência deu pouco mais de 1.800 por vaga. Meu amigo, pra arrumar um namorado meia-boca a concorrência tá bem menor e eu não consigo... Com esse tanto de gente aí eu não deveria nem ter ido fazer a prova...

No nono período da faculdade resolvi prestar concurso para advocacia pública enquanto pagava 14 matérias, escrevia o TCC e estudava para a segunda fase da OAB. Só comecei a estudar de verdade (se é que estudo de verdade) quando fui prestar concurso para delegada de polícia federal, mas, para minha tristeza (e quase depressão), não consegui me preparar em 45 dias.

Estudo mais ou menos sério há um ano. Pra mim, é tempo pra cacete muito tempo, mas a verdade é que 1 ano é pouquíssimo tempo para se passar em um concurso de alto nível. E é justamente quando você vai percebendo que todo mundo te acha um jumento porque você ainda não passou... É também quando começam as comparações com o filho de enteado da vizinha da cunhada da sua tia, que com 23 anos já passou no MP, na Polícia Federal, na AGU, na magistratura e na NASA.

Eu confesso que bem que eu queria arrumar um marido rico poder largar o trabalho e estudar 6, 7, 9 horas por dia (não acredito em quem diz que estuda 11, 12...). Mas não consegui dar o golpe largar o trabalho, então tenho que dar meus pulos e estudar enquanto tento fazer minhas pós, advogar e cuidar dos meus gatos.

Mas aí, enquanto eu estava aqui me descabelando porque não passo nem no teste do pezinho, acabei de receber o resultado de um outro concurso que eu tinha feito (esse nem tinha entrado naquela lista) e, INACREDITAVELMENTE, passei na segunda fase (não me pergunte como, porque eu também não faço a mínima ideia).

Pra você ver como o destino é irônico: enquanto eu reclamava de pressão, descubro que, pela primeira vez na vida, vou fazer uma prova oral. Mas aí, meu amigo, vou lhe pedir que não comemore a minha vitória antes da hora. Não se anime. Não se empolgue. Não me cobre... pressão já basta a que eu vou levar da banca...

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FALTAM 15 DIAS PARA A PROVA DA OAB E A REPESCAGEM VEM AÍ

Euforia, depressão e aceitação.

Esses são os 3 estágios que eu, reles mortal, vivenciei.

Assim que passei na 1ª fase da OAB rolou aquele estado de euforia (uhuuuuu!!! Vou gabaritar essa porra prova).

Passado esse momento mágico, meio super fantástico, amigo que bom estar contigo no nosso balão! Vamos voar novamente, cantar alegremente, mais uma canção. Sou feliz, por isso estou aqui...

Veio a tão temida depressão. Também, depois de litros de energéticos, mundo adulto atormentando, faculdade, trabalho, final da 1ª temporada de “Orange is the new Black”, ombro esquerdo doendo dia sim e outro também, má alimentação (não só de miojo vive esse ser e demorei pra entender isso), dramas amorosos (das amigas, porque nada acontece nesse meu <3 há muito tempo), dentre outros fatores eu SUCUMBI!

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Resultado disso: mil aulas atrasadas e com a minha rotina atual é humanamente impossível colocar TODO o conteúdo em dia, fazer peças e exercícios. Não dá!

Nesse ponto que entrou o 3º estágio: ACEITAÇÃO

Sim, aceitei a merda situação toda e resolvi relaxar.

Continuo estudando, mas respeitando meus limites (vide coluna da semana passada).

Que fique bem claro: isso não é um guia de como passar na OAB. Logo, não estou dizendo que fazer o que estou fazendo é sinônimo de aprovação. Muito pelo contrário, já consigo enxergar os 7 cavaleiros do apocalipse se aproximando. Só que dessa vez eu perdi o medo.

Aceitei que existe a repescagem e não é vergonhoso reprovar.

Aceitei que hoje não tenho tempo, mas que me formo em dezembro e terei tempo de sobra pra estudar pra 2ª fase da OAB.

Aceitei que tenho limites.

Aceitei que não preciso ficar me comparando com meus colegas que conseguem dar conta de tudo e mais um pouco. Admiro isso neles, mas eu não sou tão strong assim.

Aceitei que a vida não se resume a 2ª fase da OAB.

Bom, é isso...

A parte boa? Se eu reprovar fico mais tempo aqui com vocês. Rá ;)

Pessoal, a vida não é um balão mágico, muito menos esse facebook e instagram cheio de momentos felizes e purpurinado.

Logo, é supernatural você passar por perrengues pré-oab.

Quero que a partir de hoje você pare de olhar o face do seu coleguinha e pense que só você é o atrasado da história. Ok?

Só mais 15 dias e esse drama acaba.

Força na peruca!

Por hoje é só pessoal! Sexta tem mais! ;)

Assinatura Ana Paula

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